O Brasil teve um desempenho excelente nos Jogos Olímpicos de Tóquio, principalmente quando observadas as dificuldades de um ciclo que teve um ano a mais, que foi duramente afetado pelos efeitos da pandemia de Covid-19 na sociedade e que veio após uma boa exibição em uma edição olímpica em casa.
As desculpas para um eventual fracasso da delegação brasileira no Japão já estavam prontas, uma vez que os desafios da preparação foram enormes. Entretanto, os atletas brasileiros provaram que possuem talento para superar todas as adversidades. O Brasil fechou às Olimpíadas de Tóquio na 12º colocação no quadro de medalhas, foram 21 no total (7 ouros - 6 pratas - 8 bronzes). Melhor posição que o Time Brasil termina em uma edição dos Jogos e maior número de medalhas conquistadas.
Por conta desse cenário, a coletiva da diretoria do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na manhã deste domingo (08), teve clima leve e de muita alegria. Presidente do COB -natural potiguar, mas capixaba de coração-, Paulo Wanderley comemorou o resultado do Time Brasil em Tóquio.
Sub-Chefe de Missão do Comitê Olímpico Brasileiro, Jorge Bichara destacou a evolução do Brasil no quadro de medalhas, mas ressaltou que é importante trabalhar para evoluir. “O resultado coloca o Brasil em posição de disputa interessante. Ver o Brasil brigando com países que são potências olímpicas nos coloca em um patamar de competitividade. Não tenho a pretensão de dizer que o Brasil é uma potência olímpica, isso exige muito mais. Temos que caminhar muito, mas também reconhecer o valor do trabalhos dos atletas, clubes e treinadores”, pontuou.
O próximo desafio dos atletas brasileiros e do COB já começou. Em três anos, acontecem os Jogos de Paris-2024, que terá um ciclo menor, desta vez de três anos. Com o fim das Olimpíadas de Tòquio, os atletas retomam seus calendários, enquanto o Comitê Olímpico já inicia todos os preparativos para a edição francesa dos Jogos. E o objetivo já está muito claro: superar os resultados obtidos no Japão.