Disputar duas finais seguidas de copas do mundo é um feito para poucos. Isso mostra a força desse elenco que mesmo quando não é brilhante, é competente o suficiente para conseguir o resultado positivo. Foi assim diante do Marrocos, quando foi pressionado em vários momentos da partida, e foi assim também contra a Inglaterra, nas quartas de final, quando venceu sem fazer um grande jogo. Apenas nas oitavas de final, diante da frágil Polônia, a França atropelou com show de Mbappé.
Por falar em Mbappé, o artilheiro da Copa do Mundo ao lado de Messi, com cinco gols, travará um duelo à parte contra o craque argentino no próximo domingo (18), às 12h, no Lusail Stadium. Todos os holofotes estarão nos dois. Enquanto, Messi, com 35 anos, pouco se importa com isso. O jovem craque francês, aos 23 anos, lida com a pressão de ser a referência desse elenco e de ser decisivo novamente em uma final de Copa do Mundo, assim como brilhou em 2018 contra a Croácia, na Rússia.
Se não marcou gols diante do Marrocos, Mbappé mais uma vez foi decisivo. Pelos seus pés passaram os dois gols franceses, finalizações que abriram a defesa e deixou a bola fácil para seus companheiros empurrarem para as redes. O velocista francês ainda chamou jogo, foi caçado, sofreu duras faltas e não se escondeu. Faz mais uma vez uma grande Copa.
Em bom momento na missão de levar a França ao tricampeonato também estão Griezman, Tchouameni, Varane e Lloris. Jogadores que se destacam na campanha francesa na Copa. Giroud destoou na partida contra o Marrocos, apesar de fazer um mundial regular, e Dembele parece ser titular apenas por não ter outro com características minimamente parecidas. E olha que seu reserva Kolo Mouani, entrou contra os africanos e balançou a rede em seu primeiro toque na bola. Se tivesse mais Copa, Dembele certamente acabaria no banco
Fato é que podemos esperar uma grande decisão. Uma final sem zebras, com cara de Copa do Mundo. Duas seleções que buscam seu terceiro título, Argentina e França vão fazer um jogaço.