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Futebol Capixaba

Para onde vai a receita milionária que o Rio Branco faturou na Copa do Brasil?

Presidente do clube, Luciano Mendonça revelou quais são suas prioridades para a quantia que será fundamental no equilíbrio financeiro do Capa-Preta

Publicado em 13 de Março de 2021 às 02:05

Públicado em 

13 mar 2021 às 02:05
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Rio Branco vence o Sampaio Corrêa por 2x1 e avança à 2ª fase da Copa do Brasil. Partida aconteceu no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica
Rio Branco venceu o Sampaio Corrêa por 2x1 e avançou à 2ª fase da Copa do Brasil Crédito: Fernando Madeira
O Rio Branco viveu um momento ímpar em sua história na última quarta-feira (11). Em um cenário completamente adverso, o Capa-Preta venceu o Sampaio Corrêa por 2 a 1, no estádio Kleber Andrade, em Cariacica, e conquistou a classificação para a 2ª Fase da Copa do Brasil. O enredo épico de um time que disputou todo o segundo tempo com um jogador a menos, saiu atrás do placar e teve forças para buscar uma virada emocionante, dá o tom ao feito histórico para o clube, que conquistou sua primeira vitória na competição nacional.
A importância do triunfo também se reflete nas finanças. O resultado assegurou para o time capixaba a receita de R$ 1.235.000. Sendo R$ 560 mil por disputar a fase inicial da Copa do Brasil, e mais R$ 675 mil por ter se classificado para a próxima fase. Uma quantia que fará a diferença em uma temporada tão especial para o clube, que, além da Copa do Brasil e do Capixabão, que já estão com a bola rolando, vai disputar ainda a Série D do Campeonato Brasileiro e a Copa Verde.
Após a euforia de já ter conquistado um de seus objetivos no ano, é preciso agora ter competência para administrar o recurso que será fundamental na jornada do Capa-Preta em 2021. E com esse planejamento já definido, Luciano Mendonça, presidente do Rio Branco, já aponta quais são as prioridades de sua gestão.
"Boa parte do recurso será investida na folha salarial da comissão técnica e do elenco, que esse ano está mais bem reforçado do que nos anos anteriores, com um plantel mais qualificado e mais numeroso por conta das competições que vamos disputar, além de um número maior de profissionais na comissão técnica, o que é importante neste trabalho de profissionalização.”
Para organizar ainda mais a casa, o Rio Branco também pretende quitar algumas dívidas. "Vamos pagar dívidas herdadas de gestões anteriores que a nossa gestão já vem pagando. Assumimos o clube com muitas dívidas, então esse valor ajuda. E também vamos estruturar todo o staff do clube. É um valor que nos dá uma solidez financeira para fazer futebol, que não é algo barato", pontuou Luciano Mendonça, que também comemorou o fato de estar à frente do clube em um momento histórico.
"É uma satisfação imensa em conquistar esse feito. É um feito que não foi alcançado sozinho, pois é todo um trabalho da diretoria, da comissão técnica e dos jogadores que acreditaram nesse projeto. Mas estou muito feliz em ficar marcado na história do clube. Para mim, como um torcedor que chegou a presidência, é algo fantástico".

DESAFIO

O próximo desafio do Rio Branco na Copa do Brasil será o Vitória-BA. Se o Capa-Preta superar o rival baiano pela 2ª Fase da competição nacional, em partida que acontecerá no Barradão, em Salvador, o time capixaba terá direito a receber mais R$ 1,7 milhão, o que pode levar o montante de sua arrecadação no torneio perto dos R$ 3 milhões.
A partida, que ainda não tem data definida, marca também uma mudança de regulamento na competição. Se na Primeira Fase, o mandante é obrigado a vencer durante os 90 minutos e o visitante tem a vantagem do empate para se classificar, o cenário agora é outro: quem vencer no tempo normal, obviamente se classifica, mas qualquer empate leva a decisão para a disputa de pênaltis. Não é uma missão impossível, mas vale frisar que independente do resultado, muito já foi conquistado.
A temporada do Rio Branco é longa, e o objetivo principal é o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. Para isso acontecer, o clube precisa estar sintonizado dentro e fora de campo. Se no gramado, esse elenco já mostrou ao seu torcedor que é permitido sonhar, fora das quatro linhas, a diretoria também aponta para um caminho mais seguro e responsável para conduzir o clube. Uma combinação que tem tudo para dar certo.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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