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Boicote ao agasalho

Postura da Seleção Brasileira em Tóquio ainda provoca desgaste ao COB

"O patrocinador investe milhões em você e na hora que deveria estar na mídia mundial não aparece... Mas estamos contornando a situação" afirmou o presidente do COB Paulo Wanderley em evento no Espírito Santo

Publicado em 20 de Setembro de 2021 às 18:53

Públicado em 

20 set 2021 às 18:53
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Brasil vence a Espanha e fatura a medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio
Jogadores não vestiram o agasalho da Peak, patrocinadora oficial do Comitê Olímpico do Brasil, o que estava previsto em contrato Crédito: Vitor Jubini
A imagem dos jogadores da Seleção Brasileira de futebol com a medalha de ouro no peito, no tablado montado no gramado do Yokohama Stadium conseguiu entrar para a história em dois aspectos: eternizar a segunda medalha dourada na modalidade e por desrespeitar o contrato do Comitê Olímpico do Brasil (COB) com a fornecedora de materiais Peak, já que os atletas utilizaram os agasalhos amarrados na cintura e não exibiram a marca da patrocinadora oficial do COB nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
A postura dos jogadores gerou revolta em vários atletas e no Comitê Olímpico do Brasil, que se posicionou ao informar que iria recorrer à esfera jurídica para tratar da situação. Comunicado feito pelo diretor de esportes Jorge Bichara, em entrevista coletiva cedida no dia 08 de agosto, ainda em Tóquio.
Mais de um mês após o ocorrido, o imbróglio ainda está longe de ter um desfecho. Questionado sobre o andamento do processo enquanto participava do evento Somos Campeões, em Vitória, onde deu palestra sobre o desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, o presidente do COB, Paulo Wanderley, revelou que o comitê deu início a alguns procedimentos e destacou que a maior preocupação é como fica o relacionamento com a patrocinadora.
“Nós já demos início, mas está em discussão com o Comitê Olímpico Internacional. Estamos cobrando também. É uma decisão horrorosa para se tomar. O que tinha nos deixados preocupados e estamos contornando é a questão do patrocinador. O patrocinador que investe milhões em você, não investe dinheiro, mas investe em uniforme, que foram 50 mil peças... eles cobraram. Na hora que eles tinham que estar na mídia mundial não apareceram. Isso aí foi um desgaste muito grande. Nós estamos conversando para ver o que vai acontecer.”
Paulo Wanderley participou do evento Somos Campeões, em Vitória, onde deu palestra sobre a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Paulo Wanderley participou do evento Somos Campeões, em Vitória, onde deu palestra sobre a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio Crédito: Jordan Andrade/Sesport
Paulo Wanderley lembrou estar acompanhando a partida no estádio, mas quando imaginou que isso poderia acontecer preferiu não descer para o gramado, como fizeram os presidentes dos comitês olímpicos de Espanha e México. Disse também que até agora o COB não sabe de onde partiu a ordem para os jogadores não usarem o agasalho.
“Eu estava no jogo, mas quando antevi a possibilidade deles não estarem uniformizados eu nem desci para o campo. Os outros presidentes do Comitê Olímpico do México e da Espanha desceram, eu não desci. Fiquei lá em cima até porque já tínhamos contactado as autoridades da entidade CBF. No regulamento dos Jogos, está lá que você joga com o teu uniforme, mas no pódio você tem que estar com o uniforme da sua equipe. É normal, é o natural, é o nosso patrocinador, e é o momento em que ele tem retorno. As seleções de Espanha e México estavam em fila, com uniforme completo do seu país... Nós não sabemos de onde partiu a ordem para não usar o agasalho oficial do Comitê Olímpico.” 
No dia 9 de agosto, quando alguns jogadores desembarcaram no Brasil após a conquista, todos que deram entrevista se esquivaram e falaram ser assunto para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que segue sem posicionar oficialmente pelo que aconteceu.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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