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Crise

Vasco piora em momento delicado e fantasma do rebaixamento bate à porta

Sem vencer há quatro jogos (3 no Brasileirão e 1 na Sul-Americana) e com sequência dura pela frente, Cruz-Maltino flerta com a degola

Publicado em 01 de Dezembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

01 dez 2020 às 05:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Ribamar até marcou o gol do Vasco na partida, mas foi pouco
Ribamar até marcou o gol do Vasco na partida, mas foi pouco Crédito: Jorge Rodrigues/AGIF
Vasco fez na noite desta segunda-feira (30) a sua pior partida nesta temporada. E olha que essa é uma constatação difícil, uma vez que atuar bem está longe de ser uma constante pelos lados de São Januário. O Cruz-Maltino foi goleado, em casa, pelo Ceará por 4 a 1. Placar que poderia ser mais elástico, uma vez que o Vozão desperdiçou duas chances em que seus atacantes ficaram cara a cara com o goleiro Lucão.
O elenco comandado por Sá Pinto não é maravilhoso, mas também não era para estar entre os quatro piores do Campeonato Brasileiro. Com 24 pontos, em 22 jogos disputados, e na 17ª colocação, abrindo a zona de rebaixamento da competição, o fantasma da degola já assombra a Colina. Há quatro jogos sem vencer (3 no Brasileiro e 1 na Sul-Americana), o Vasco piora em um momento muito delicado, e justamente agora terá pela frente Grêmio, Fluminense e Santos na sequência da competição nacional. Se não reagir urgentemente, o mês de dezembro pode ser trágico.
A defesa, que parecia ajustada sob o comando de Sá Pinto, entrou em pane. Nem mesmo Leandro Castán atuou bem. O capitão cruz-maltino falhou em lances capitais e não conseguiu parar o ataque rival. O ataque apresentou mais do mesmo. Sem Cano não há esperança. Reforço no meio da temporada, o colombiano Gustavo Torres é muito limitado, mal consegue dominar a bola.
A criação no meio-campo praticamente não existe. Com Benítez voltando após se livrar do coronavírus e atuando por poucos minutos, além de Léo Gil em noite muito ruim, nada deu certo. O setor seguiu muito carente de criatividade. O Vasco abusou das bolas aéreas, na grande maioria das vezes como um recurso para jogar a bola para a área e ver o que acontecia. Repertório muito pobre. Tanto que o solitário gol vascaíno saiu em cobrança de pênalti.
O Vasco teve 68% de posse de bola na partida, mas não soube o que fazer em campo. Foram 12 finalizações, sendo apenas 4 na direção do gol. Do outro lado do gramado, um Ceará que se aproveitou disso. Dois gols do Vozão surgiram em bolas recuperadas e contragolpes fatais. 
O Gigante da Colina, que nunca havia perdido para o Vozão em uma partida de Campeonato Brasileiro, viu o tabu chegar ao fim com requintes de crueldade. O Ceará, que também tem um time limitado e que foi derrotado por este mesmo Vasco por 3 a 0 no primeiro turno, foi eficiente e competente para impor uma derrota que não vai sair da cabeça dos jogadores, e muito menos dos torcedores vascaínos.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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