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Livros

Julho é o mês de duas bibliotecas capixabas

Uma biblioteca é o teatro de uma alquimia complexa em que, sob o efeito da leitura, da escrita e de sua interação, se liberam as forças, os movimentos do pensamento

Publicado em 14 de Julho de 2025 às 04:45

Públicado em 

14 jul 2025 às 04:45
Francisco Aurelio Ribeiro

Colunista

Francisco Aurelio Ribeiro

faribe@gmail.com

Desde que o ser humano inventou a escrita, há uns cinco mil anos, aproximadamente, aprendeu, também, a conservar os livros como uma forma de preservar o conhecimento até aí obtido, para continuar a sua evolução. E assim tem sido, desde a biblioteca de Alexandria, no antigo Egito, uma das mais significativas e célebres bibliotecas da Antiguidade e um dos maiores centros de produção do conhecimento na época.
Estabelecida durante o século III a.C., no complexo palaciano da cidade de Alexandria, no Antigo Egito, a Biblioteca chegou a abrigar entre trinta mil e setecentos mil volumes literários, acadêmicos e religiosos. Destruída por conquistadores, sua extinção ocorreu em 391 a.C., quando o papa copta Teófilo I instigou a vandalização e a demolição do que restava da famosa biblioteca.
A Biblioteca de Alexandria foi mais que um repositório de obras, e durante séculos constituiu um notável polo de atividade intelectual. Sua influência pôde ser sentida em todo o mundo helenístico, não apenas por meio da valorização do conhecimento escrito, que levou à criação de outras bibliotecas nela inspiradas e à proliferação de manuscritos, mas também por meio do trabalho de seus acadêmicos em numerosas áreas do conhecimento.
Teorias e modelos criados pela comunidade da Biblioteca continuaram a influenciar as ciências, a literatura e a filosofia até pelo menos o Renascimento. Além disso, o legado da Biblioteca de Alexandria teve efeitos que se estendem até nossos dias, e ela pode ser considerada um arquétipo da biblioteca universal, do ideal de armazenamento do conhecimento, e da fragilidade desse conhecimento.
E minha lembrança da biblioteca como tema neste artigo se deve ao fato de o dia 1º de julho ser considerado o Dia Mundial das Bibliotecas. A data objetiva enaltecer a importância da leitura na educação e na formação das pessoas, tal como é destacado no Manifesto da IFLA/Unesco sobre bibliotecas públicas: “A biblioteca pública é o centro local de informação, tornando prontamente acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a informação de todos os géneros.”
A biblioteca é, assim, esse lugar de preservação e de conservação da memória, do patrimônio intelectual, literário e artístico da humanidade. Uma biblioteca é também o teatro de uma alquimia complexa em que, sob o efeito da leitura, da escrita e de sua interação, se liberam as forças, os movimentos do pensamento. É um lugar de diálogo com o passado, de criação e de inovação, contribuindo assim com o desenvolvimento de todas as esferas da sociedade.
A fachada da Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, em Vitória
A fachada da Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, em Vitória Crédito: André Sobral/PMV
Julho é o mês em que se comemora, em nossa capital, Vitória, a criação de duas de suas principais bibliotecas: a Biblioteca Pública do Espírito Santo, fundada em 16 de julho de 1855, a quinta biblioteca pública estadual criada no Brasil, inicialmente com a doação de 400 exemplares da coleção do jornalista Braz da Costa Rubim. Em 17 de dezembro de 2004, pela Lei 7.958, passou a ser denominada Biblioteca Pública Estadual "Levy Cúrcio da Rocha", uma homenagem a esse romancista e historiador muquiense, cuja obra merece ser reeditada.
Outra biblioteca que aniversaria neste mês é a Biblioteca Pública Municipal de Vitória Adelpho Poli Monjardim, fundada em 29 de julho de 1941. A biblioteca, além do serviço de empréstimo do livro, oferece um conjunto de atividades, como: Projeto Viagem pela Literatura, Viver o Livro ao Vivo e em Cores, Contação de Histórias, Encontro com o Escritor, Curso e Oficinas de Contadores de Histórias, Círculo de Leitura, Oficina de Artes, Oficina de Poesia, Caixa-Estante (biblioteca móvel), Sarau Poético, Oficina de Crônica, Banca Troca de Livros e Clube de Leitura, tendo à frente a entusiasta bibliotecária Elizete Caser.

Francisco Aurelio Ribeiro

É doutor em Letras, professor e escritor. Seus textos tratam de literatura, grandes nomes do Espírito Santo e atualidades.

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