O dia de hoje, 7 de setembro de 2021, é perfeito para manifestar claramente aos políticos e cidadãos antidemocráticos: a imensa maioria dos brasileiros está ao lado da democracia e não apoiará nenhuma ruptura institucional.
O Brasil não precisa de golpes, nem de tanques na rua e muito menos de líderes autoritários que falam demais e trabalham pouco. Essencial mesmo é gestão de qualidade e respeito à legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, princípios da administração pública presentes no Art. 37 da Constituição Federal de 1988 e atualmente esquecidos, sobretudo quando se observa a Presidência da República.
Quanto à eficiência, a situação é completamente desanimadora. O foco, que deveria se voltar para a melhoria das condições de vida do povo, é diariamente ofuscado pelas polêmicas do famigerado cercadinho de Brasília. Assim, no lugar de resultados concretos e políticas públicas transformadoras, reinam as bravatas, a gritaria, as ofensas e as milhares de fake news. E em vez de progresso social e econômico, só se vê terceirização de responsabilidades e falsas promessas.
As principais consequências, como a realidade e os veículos de comunicação têm mostrado, é a geladeira vazia, o carro sem combustível e a falta de trabalho, motivos que resultam em baixa popularidade do governo federal. Todavia, nem a inflação, o desemprego e a perspectiva de derrota eleitoral parecem sensibilizar quem deveria conduzir o país, já que a fábrica de crises segue ativa e fortalecendo a sensação de estarmos num barco sem comandante.
A democracia, ainda que imperfeita, certamente supera, de longe, qualquer aventura golpista. Que o “Dia da Independência”, portanto, seja usado para expressar nossa posição em defesa do regime democrático e das conquistas que ele nos trouxe, como o exercício do voto, a alternância de poder pacífica, o moderno sistema eleitoral, as políticas de assistência social, a expansão da educação técnica e universitária, o Sistema Único de Saúde, a imprensa livre, entre muitas outras.
Nesse 7 de setembro, reforce: democracia sim, golpismo não.