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Meio ambiente

Além do coronavírus, Brasil vive a pandemia do desmatamento

O desmatamento desenfreado da Amazônia é uma tragédia que compromete de forma irreversível o meio ambiente e ameaça aprofundar a crise econômica brasileira

Publicado em 10 de Julho de 2020 às 05:00

Públicado em 

10 jul 2020 às 05:00
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

jccsvt@terra.com.br

Desmatamento
Desmatamento continua aumentando no Brasil mesmo na pandemia Crédito: Freepik
Não é só a Covid-19 que provoca uma pandemia no Brasil. O desmatamento desenfreado da Amazônia é uma tragédia que compromete de forma irreversível o meio ambiente e ameaça aprofundar a crise econômica brasileira. Para avaliar a gravidade da situação, basta relembrarmos de quatro episódios recentes.
O primeiro deles ocorreu na reunião ministerial de 22 de abril. Na reunião, reproduzida nas emissoras de TV, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, escancara o seu propósito de tomar medidas contrárias à proteção ambiental. Ele sugere explicitamente que o governo federal deveria aproveitar que a imprensa estava dando grande destaque à pandemia da Covid-19 para “passar a boiada”, ou seja, implementar medidas de flexibilização de ocupação da Amazônia “com uma canetada”.
O segundo episódio surgiu no final do mês passado, quando as medidas tomadas pelo ministro provocaram e reação de um grupo de 29 instituições internacionais, que administram um ativo de US$ 4 trilhões, que advertiu o governo brasileiro com relação à “incerteza generalizada sobre as condições de investir ou fornecer serviços” no país. O alerta se baseou no crescimento de incêndios e desmatamento da Amazônia e na grilagem de terras e contrabando de madeira na região.
Mais recentemente, o Ministério Público Federal protagonizou o terceiro episódio relevante ao pedir à Justiça o afastamento do ministro Salles por paralisar a fiscalização ambiental e desestruturar as políticas públicas da área, na contramão do interesse público. O MPF cita a “desconsideração de normas e critérios científicos e técnicos, em desrespeito aos princípios ambientais da precaução, da prevenção e da vedação ao retrocesso”.
No início dessa semana, o quarto episódio: quarenta empresários e representantes de entidades setoriais entregaram uma carta ao vice-presidente da República enfatizando a importância do combate ao desmatamento na Amazônia já que a falta de medidas nesse sentido tem contribuído para uma imagem negativa do país o que prejudica os negócios das empresas brasileiras.
Esses episódios apontam para uma verdade inquestionável: o setor empresarial que atua dentro da lei e de forma correta e responsável entende que não há controvérsia entre produzir e preservar. Os empresários defendem medidas que vão além de conter o desmatamento como a inclusão social e econômica das comunidades locais para garantir a preservação das florestas e a minimização do impacto ambiental no uso dos recursos naturais.
De uma coisa podemos ter certeza: se o governo brasileiro não mudar radicalmente o seu comportamento com relação à Amazônia, será muito mais penosa a nossa caminhada pela recuperação econômica pós-Covid-19.

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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