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Cidades mais humanas

Gentileza urbana: pequenas ações, grandes impactos

A gentileza urbana pode e deve ser promovida tanto pelo poder público como pelo setor privado ou, idealmente, por ambos, de forma coordenada e estratégica

Publicado em 16 de Novembro de 2022 às 01:58

Públicado em 

16 nov 2022 às 01:58
Juarez Gustavo Soares

Colunista

Juarez Gustavo Soares

juarez@jgustavosoares.com

Pintura no Centro
O edíficio Humberto Gobbi, no Centro de Vitória, recebeu uma grande pintura na sua fachada. A pintura faz parte do projeto "Espírito Santo Terra de Encantos ". Crédito: Carlos Alberto Silva
O dicionário Houaiss define o vocábulo gentileza como “ação nobre, distinta; amabilidade, delicadeza”. O termo também remete ao comportamento e ao caráter das pessoas. É a expressão de algo bom que guardamos dentro de nós e que desejamos compartilhar para, de alguma forma, ajudar, melhorar, alegrar a vida (ou um simples momento) daqueles que estão ao nosso redor. Como toda ação gera uma reação, a gentileza gera gentileza, ou seja, ela é contagiante.
O que é gentileza urbana?
De maneira abrangente, podemos chamar de gentileza urbana todas e quaisquer ações pensadas para pessoas e desenvolvidas para melhorar o ambiente urbano e beneficiar a convivência entre os moradores de uma rua, um bairro, uma cidade.
A gentileza urbana pode e deve ser promovida tanto pelo poder público como pelo setor privado ou, idealmente, por ambos, de forma coordenada e estratégica. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, criou o Programa Gentileza Urbana na Subprefeitura da Sé, cujo objetivo é, de acordo com o seu site, “ampliar as possibilidades de estar, lazer, permeabilidade e biodiversidade” desta região central da cidade. Jardins de chuva, biovaletas, escadarias verdes, calçadas com poços de infiltração foram criadas em diversos locais. Ainda em São Paulo, a Tegra Engenharia é responsável pela adoção e manutenção de diversos espaços públicos, como praças, parques e canteiros.
As empresas de construção civil e urbanismo, aliás, já perceberam o impacto positivo que as iniciativas de gentileza urbana geram no relacionamento entre os moradores dos seus empreendimentos e na relação destes com a cidade. É cada vez mais comum que os projetos sejam desenvolvidos contemplando uma arquitetura sustentável, otimizando o uso dos recursos naturais e buscando gerar o menor impacto possível.
Outros exemplos de gentileza urbana também promovidos pelas construtoras, alguns, inclusive, já vistos em Vitória, são tapumes de obra que interagem com os pedestres, intervenções artísticas nos espaços públicos e a implantação de parklets, que consiste na apropriação do espaço correspondente a uma ou duas vagas de estacionamento na rua substituindo-as por um deck com mesas para convivência, jardim e internet gratuita.
Grafites ou pinturas em fachadas cegas de prédios também ilustram a gentileza urbana nas nossas cidades. Recentemente, o edifício Humberto Gobbi, no Centro de Vitória, ganhou uma pintura nas suas duas faces laterais divulgando o Espírito Santo como parte do projeto “Espírito Santo Terra de Encantos”.
Assim como é fácil reconhecer uma pessoa gentil, não é difícil reconhecer a gentileza urbana. Por se tratar de uma característica que nos define como seres humanos, gosto de pensar na gentileza urbana da mesma maneira que na gentileza entre pessoas: como pequenos atos de bondade voltados para o outro.
Tudo que nos surpreende e tira um sorriso do nosso rosto, que torna a aridez e correria do dia a dia um pouco mais leve ou simplesmente algo que facilite a nossa rotina no ir e vir é um ato de gentileza urbana. A gentileza urbana não tem pretensões de salvar o planeta, mas apenas salvar aquele pequeno instante. E como isso é bom!

Juarez Gustavo Soares

É empresário do setor imobiliário, membro do Conselho Superior da Ademi-ES, mestre em Change pelo Insead (França), professor convidado pela Fundação Dom Cabral e 24º brasileiro a atingir o cume do Everest.

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