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Vacinação

Precisamos vacinar em massa, o mais rápido possível

Diante de tantas incertezas, é urgente incorporar mais vacinas ou aumentar rapidamente o quantitativo das que temos até agora

Publicado em 28 de Janeiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

28 jan 2021 às 02:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

lauropintoneto@gmail.com

Ana Claudia Souza, enfermeira servidora na Unidade de Saúde de Araças. tomou a vacina contra Covid-19 de Oxford Astrazeneca
Ana Claudia Souza, enfermeira servidora na Unidade de Saúde de Araças, tomou a vacina contra Covid-19 da Oxford-Astrazeneca Crédito: Fernando Madeira
A palavra vacina relaciona-se à vaca. Sua origem é explicada pelos experimentos pioneiros de Edward Jenner no século XVIII, ao observar que trabalhadores rurais que lidavam com gado, e, portanto, com varíola bovina, mais branda, eram muito menos suscetíveis à varíola humana, frequentemente mortal.
Jenner imunizou um garoto, com pústulas de uma ordenhadora de gado, Sarah Nelms, que tinha apresentado a varíola bovina, e o resto é História. As vacinas são responsáveis pelas maiores conquistas da humanidade. Minha geração conviveu com sequelas de poliomielite, que os jovens de hoje não vivenciam. Quantas mortes por tétano foram evitadas? A mortalidade de crianças caiu muito com imunização em massa. Não vou cansar o leitor com mais exemplos.
Nosso país tem uma sólida tradição em vacinas. O Programa Nacional de Imunizações é uma das joias preciosas do SUS. Após três ministros de Saúde em dois anos, e uma horda de invasões bárbaras de pessoas estranhas ao meio, várias incertezas afligem todos que sempre respeitaram e acreditaram no PNI. Os desacertos em cronogramas, interferência “política” em grupos prioritários e um certo descaso oficial com as vacinas de Covid preocuparam bastante até aqui.
Várias vacinas estão disponíveis no mundo para o novo coronavírus, outras estarão disponíveis em breve, o que traz um enorme alento para 2021! Claro que existem ainda muitas incertezas. Não sabemos quanto tempo dura a imunidade de cada vacina, a comparação de eficácia entre elas é complexa, porque são desenhos distintos, sem comparação com um padrão ouro entre elas, que ainda não existe.
Não importa agora! Precisamos vacinar em massa, o mais rápido possível! Precisamos incorporar mais vacinas ou aumentar rapidamente o quantitativo das que temos! Apostar na imunidade de rebanho pela doença não deu certo em nenhum lugar e em nenhum modelo.
Tratamentos “precoces” têm sido utilizados, com falsas sensações de segurança, com kits de medicamentos sem eficácia ou, pior, com uso abusivo de corticoides e anticoagulantes em doses altas que podem causar dano grave, se usados sem critérios. Que venham mais vacinas com urgência, para vacinação maciça. Mantenho esperanças de que o bom senso prevaleça e as loucuras e surtos diversos se reduzam!

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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