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Saúde

Surtos de envelhecimento: como estudo pode promover qualidade de vida

Os cientistas notaram que ocorrem dois “surtos” de mudanças, em meados dos 40 e início dos 60 anos. Inicialmente os pesquisadores atribuíam à menopausa as mudanças dos 40, mas elas ocorreram tanto em homens quanto em mulheres

Publicado em 07 de Novembro de 2024 às 02:01

Públicado em 

07 nov 2024 às 02:01
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

lauropintoneto@gmail.com

Você já teve a sensação, caro leitor, de que ficou velho do dia para a noite? Um belo dia, ao se olhar no espelho, apareceram várias rugas que você não havia notado antes? Ou, de repente, surgiram novas dores nas juntas e no corpo como se o peso da idade aparecesse de modo súbito? Pode haver uma explicação científica para essas sensações!
Uma nova pesquisa, conduzida pelo professor Michael Snyder, um geneticista, diretor do Centro de Genômica e Medicina Personalizada da famosa Stanford University, mostrou que, ao invés de um processo longo e constante como se pensava anterioremente, o envelhecimento pode ocorrer com pelo menos dois momentos de aceleração.
O estudo, publicado em agosto na Nature Aging, acompanhou um grupo de 108 participantes que residiam na California (EUA) com idades entre 25 e 75 anos, e foram seguidos por um período máximo de 6,8 anos. Os voluntários forneciam amostras de sangue, fezes e swabs orais, nasais e de pele que eram estudadas a cada poucos meses de seguimento.
Nessas amostras, os pesquisadores acessavam 135 mil diferentes moléculas (RNA, proteínas e metabólitos), bem como bactérias, vírus e fungos vivendo na pele e intestino dos participantes. A imensa maioria das moléculas e micróbios não mudava de maneira linear e gradual.
Os cientistas notaram que ocorrem dois “surtos” de mudanças, em meados dos 40 e início dos 60 anos. Inicialmente os pesquisadores atribuíam à menopausa as mudanças em meados dos 40, mas essas modificações ocorreram tanto em homens quanto em mulheres.
A primeira onda de mudanças, em meados dos 40 anos de idade, incluía moléculas ligadas à doença cardiovascular e a habilidade de metabolizar cafeína, álcool e gorduras. A segunda onda de mudanças, no início dos 60 anos, incluía moléculas envolvidas na regulação imune, no metabolismo dos carboidratos e na função renal.
Mulher idosa, de cabelos brancos, sorrindo e com as mãos no queixo
Mulher idosa, de cabelos brancos, sorrindo e com as mãos no queixo Crédito: shutterstock
Já as moléculas ligadas ao envelhecimento da pele e músculos ocorreram com semelhante intensidade em ambos os períodos. Os pesquisadores citam uma pesquisa anterior que sugeria também um pico no envelhecimento ao redor dos 78 anos, mas que não pode ser averiguada nesse estudo em que os participantes mais velhos não tinham essa idade.
Os pesquisadores planejam ampliar os estudos e aventam a possibilidade de intervenções nesses períodos de surtos de envelhecimento, na tentativa de proteger melhor a qualidade de vida. Talvez exercícios físicos mais bem direcionados e uma alimentação bem balanceada com cuidados com álcool nesses momentos de picos de envelhecimento sejam promissores.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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