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Imunização

Vacina bivalente para Covid-19 vale a pena?

Os reforços são essenciais. Mesmo aquelas pessoas que já tiveram Covid-19 se beneficiam da vacinação

Publicado em 02 de Março de 2023 às 00:10

Públicado em 

02 mar 2023 às 00:10
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

lauropintoneto@gmail.com

No início do mês passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou no MMWR, o jornal semanal (“weekly report”) do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA, uma análise da mortalidade da Covid-19 no mundo. Segundo o grupo especialista da OMS, mais de 80% das mortes pela pandemia em todo o globo foram em pessoas acima de 60 anos de idade.
Interessante, isso ocorreu em países de alta, média ou baixa renda. Apesar da disponibilidade de vacinas, a OMS também constata que a cobertura vacinal para Covid-19 em idosos nesta faixa etária em todo o globo mal chega a 76% (variando de 33% em países de baixa renda até 90% em países de alta renda). O documento conclui com a importância de melhorar a cobertura vacinal em todo o planeta nesse grupo mais vulnerável.
Também no início de fevereiro, o CDC publicou, no mesmo MMWR, análise da mortalidade por Covid-19 nos EUA, comparando não vacinados com pessoas vacinadas com vacinas de Covid monovalentes (proteção contra a cepa original do SARSCoV2) e pessoas vacinadas com reforço pelas novas vacinas bivalentes (que contêm também a cepa ômicron BA.4/BA.5).
As vacinas bivalentes foram autorizadas nos EUA em 1º de setembro de 2022. As diferenças de risco encontradas pelos profissionais de saúde americanos são marcantes. As taxas de mortalidade entre não vacinados são 14x maiores que entre pessoas vacinadas com as novas vacinas bivalentes e 2,6x maiores entre aqueles vacinados somente com as vacinas monovalentes antigas, comparados com as novas bivalentes.
A rápida velocidade de mutação do coronavírus — as últimas variantes Ômicron circulantes entre nós diferem tanto das variantes originais que alguns pesquisadores consideram até ser um novo tipo de vírus — compromete a eficácia da vacina contra a simples infecção. Assim é comum pessoas vacinadas apresentaram infecção por Covid mesmo semanas após a vacinação.
No entanto, as vacinas seguem poderosas em proteger de hospitalização e morte, mas mesmo essa proteção se dilui com o tempo. Assim, os reforços são essenciais. Mesmo aquelas pessoas que já tiveram Covid-19 se beneficiam da vacinação. A imunidade híbrida (aquela mista da vacina e da doença) dá resposta mais duradoura.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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