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Brasil e ES

Governo digital: avanço para a cidadania e o empreendedorismo

A transformação digital no setor público promove uma mudança cultural dentro e fora dos governos, tornando a gestão pública mais transparente e democrática

Publicado em 14 de Novembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

14 nov 2021 às 02:00
Léo de Castro

Colunista

Léo de Castro

leocastro@fibrasa.com.br

Uma ótima notícia circulou no fim de setembro e, na minha opinião, acabou não tendo a devida repercussão, considerando o impacto positivo na vida de empresas e cidadãos. Uma pesquisa do Banco Mundial avaliou o Brasil como o sétimo país do mundo com a mais alta maturidade em governo digital.
No governo estadual e em prefeituras da Grande Vitória também temos excelentes iniciativas nessa área, que reduzem custos e processos burocráticos em benefício de toda a sociedade. Precisamos reconhecer e valorizar esses avanços, inclusive para estimular a implantação do governo digital no poder público em geral, em todos os níveis da administração pública.
O estudo do Banco Mundial avaliou 198 economias de todo o planeta utilizando critérios como suporte aos principais sistemas de governo; aprimoramento da prestação de serviços; engajamento do cidadão, e incentivo às habilidades digitais das pessoas no setor público, incluindo o incentivo à capacitação e à inovação. O ranking mostra que o Brasil ficou à frente de todos os demais países das Américas, incluindo Estados Unidos e Canadá. Só perdemos para Coreia do Sul, Estônia, França, Dinamarca, Áustria e Reino Unido.
O resultado se deve principalmente ao avanço da plataforma gov.br, que hoje já conta com mais de 115 milhões de usuários. No início de 2019, esse número não chegava a 2 milhões de pessoas. A plataforma permite o acesso a diversos serviços digitais e facilita o relacionamento do cidadão com o governo. Entre as soluções que foram destaque no Brasil estão o Meu INSS, carteiras digitais de trabalho e de trânsito e o PIX – que, na Serra, já pode até ser utilizado para pagamento de débitos com o município, como registrou dias atrás o colunista Leonel Ximenes.
A transformação digital no setor público promove uma mudança cultural dentro e fora dos governos, tornando a gestão pública mais transparente e democrática. Isso reduz a burocracia, os custos da máquina administrativa e o risco de corrupção, e torna o atendimento mais igualitário.
Do lado de fora do governo, para o cidadão, também há transformações positivas. Como todos nós temos uma intensa relação com o Estado, como contribuintes, usuários dos serviços públicos, fornecedores ou empreendedores privados que precisam de licenças e alvarás, todos somos levados a absorver novas tecnologias para interagir com o setor público. Portanto, há um caráter educativo em todo esse processo.
No Espírito Santo, como já dito, temos excelentes iniciativas no governo estadual e em prefeituras. O Estado já não utiliza papel em processos administrativos desde janeiro deste ano. O secretário de Planejamento, Álvaro Duboc, já fez as contas e constatou: em agosto, havia cerca de 500 mil processos em tramitação no Estado, com 80 milhões de PDFs. Imagine o que seria isso em papel: 80 milhões de folhas. Isso representa o fim daquela imagem do burocrata com a mesa cheia de papéis, além de significar economia de recursos públicos, agilidade e transparência, sem mencionar os ganhos ambientais.
Carteira de trabalho digital.
Carteira de trabalho digital está entre as soluções que foram destaque no Brasil Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No processo de transformação digital, o governo do Estado também promoveu o Pitch Gov.ES, programa que conecta startups com a administração estadual, em busca de soluções tecnológicas para os desafios da gestão, num processo semelhante ao Programa de Empreendedorismo Industrial do Findeslab, fortalecendo ainda mais o nosso ecossistema de inovação. Neste momento há 15 startups desenvolvendo soluções para o Estado, num processo de seleção que contou com mais de 440 inscritos de todo o país.
Na Grande Vitória, as prefeituras de VitóriaSerraVila Velha e Cariacica já contam com protocolos de atendimento em plataformas digitais, para agilizar a liberação de novos empreendimentos, em ações que incluíram debates com o setor produtivo, com a participação da Findes e do Sinduscon. Na Serra, por exemplo, é possível a aprovação de um projeto em somente 72 horas. Em Vitória, no site do município, também é possível solicitar licenças para reforma, ampliação e construção e outros alvarás.
Agora imagine toda essa transformação digital impulsionada pela tecnologia 5G, que está chegando ao Brasil, outra boa notícia recente. O leilão do 5G, como se sabe, foi um sucesso celebrado por todos, com ofertas que somaram R$ 47 bilhões, o que vai melhorar a infraestrutura e o nível de conectividade da população à internet.
O 5G é uma revolução: a tecnologia garante maior velocidade para baixar e enviar arquivos, com cobertura mais ampla e conexões mais estáveis, facilitando inovações como óculos inteligentes com realidade aumentada e a conexão de carros, geladeiras e outros eletrônicos. Há fronteiras ainda inimagináveis.
Para governos, empresas e sociedade, toda essa revolução tecnológica representa a possibilidade de ganhos de produtividade, com redução de custos e de burocracia, maior transparência e melhoria do acesso aos serviços públicos.
Vemos um conjunto de boas notícias nesse front, com perspectivas de novas oportunidades e melhoria da qualidade de vida para todos. Valorizar e incentivar essas ações é uma forma de colaborar para uma sociedade mais transparente e democrática

Léo de Castro

Empresario, vice-presidente da CNI e presidente do Copin (Conselho de Politica Industrial da CNI). Foi presidente da Findes. Neste espaco, aborda economia, inovacao, infraestrutura e ambiente de negocios.

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