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Governo federal

Que 2023 seja o ano da mudança no Brasil!

No momento final da montagem da nova equipe de governo e da indicação de ministérios, quais serão os princípios e valores que vão nortear a construção de uma nova coalizão para gerir o país? Essa é uma reflexão que devemos fazer

Publicado em 25 de Dezembro de 2022 às 00:30

Públicado em 

25 dez 2022 às 00:30
Léo de Castro

Colunista

Léo de Castro

leocastro@fibrasa.com.br

O brasileiro é otimista por natureza, especialmente entre o Natal e o carnaval, como diria o ministro Mário Henrique Simonsen. No caso de empresários, o otimismo é inerente à profissão, ou não se aventurariam a empreender em ambiente hostil e instável como o do Brasil, mas mantemos esperança. Estamos na esquina de 2023, vêm aí um novo ano e um novo governo, hora de fazer um balanço e de pensar numa lista de planos futuros.
O que enfrentaremos na próxima jornada? Como será a nova administração, quais serão os seus aliados e seus propósitos? Aprendemos algumas lições com o passado recente. No Brasil, não se governa somente com o Executivo, é preciso construir alianças com o Legislativo, e ficou mais evidente nos últimos anos o protagonismo do Judiciário, ou ativismo judicial.
No momento final da montagem da nova equipe de governo e da indicação de ministérios, quais serão os princípios e valores que vão nortear a construção de uma nova coalizão para gerir o país? Essa é uma reflexão que devemos fazer.
O Brasil precisa de uma construção coletiva em torno de um grande pacto pelo desenvolvimento econômico e social, que gere oportunidade e tire o brasileiro da frustração de décadas por não termos conseguido crescer o suficiente. A verdade é que estamos estagnados desde os anos 80, crescendo a uma média inferior a 2%, com altos e baixos, mas estagnados no final das contas.
Crescimento econômico
Crescimento econômico Crédito: rawpixel.com/Freepik
Precisamos de um pacto que atue no presente, com olhos no futuro!
Temos, sim, que adotar ações emergenciais para matar a fome dos que sofrem, temos que garantir o atendimento básico na saúde, mas precisamos também plantar e desenvolver as sementes para um futuro melhor para todos, onde esse quadro de desigualdade e falta de perspectiva fique para trás.
Política de renda mínima, como diz o nome, é o mínimo. Precisamos ir além, aliando a renda mínima a uma política de regularização fundiária, uma política indutora da educação, com uma liderança que valorize o esforço empreendedor e a meritocracia, que promova as decisões corretas, que condene a corrupção e toda forma de “esperteza” não republicana.
O Brasil precisa de equilíbrio e independência entre os três poderes, que devem atuar de forma harmônica, como reza a Constituição, e em sintonia com o momento que a sociedade vive, sem imposições arbitrárias, arroubos ou chicanas, que minam a confiança nas instituições.
Precisamos dessa capacidade de liderança e de mobilização para lutar contra corporações organizadas que se apropriam do Estado enquanto fazem discursos em favor da igualdade, sem abrir mão de privilégios incompatíveis com a nossa realidade. Alguns sinais iniciais deste novo mandato, contudo, não têm sido positivos.
O futuro governo, eleito por uma diferença pequena de votos, parece ter esquecido o processo eleitoral, que mobilizou diversas correntes de opiniões, que devem ser consideradas. O novo governo deve administrar para todos, não somente para uma parcela da população.
Os primeiros movimentos demonstram muita disposição para ampliar os gastos públicos e pouca preocupação com o equilíbrio fiscal. A mudança na Lei das Estatais é um retrocesso inacreditável.
A lei foi criada após os escândalos revelados pela Operação Lava Jato, para instituir as melhores práticas na gestão das empresas estatais, observando, por exemplo, quarentenas para a indicação de dirigentes, afastando o risco de conflito de interesses.
Mudar essas regras significa dizer que os antigos gestores nada aprenderam e resolveram retomar velhos métodos fracassados e condenáveis. Será esse o caminho? A composição da futura equipe de governo e suas empresas deve buscar perfis com mais brilho e competência técnica, preparados para os atuais desafios globais. Não há como enfrentar tantos desafios sem ouvir as mais diversas vozes lúcidas, dando espaço para profissionais de atuação reconhecida.
Preservando o otimismo e a fé em todo o potencial do nosso país, o que podemos enfim desejar para 2023? Que nossas lideranças consigam: manter a Lei das Estatais; promover a reforma tributária; implantar o novo ensino médio profissionalizante; reduzir a burocracia e o Custo Brasil; induzir o crescimento da economia verde, tornando-a um ativo do país; controlar a expansão dos gastos públicos e atrair capital para investimentos, especialmente em infraestrutura.
Esperamos que os futuros gestores consigam conciliar a agenda urgente das políticas sociais com as políticas de desenvolvimento com foco no futuro, nos libertando deste mundo de conflitos e antagonismos, possibilitando um ambiente de cooperação, para que possamos ter um ciclo de desenvolvimento sustentado.
Um Feliz Natal e um Ano Novo de muita prosperidade para todos nós!

Léo de Castro

Empresario, vice-presidente da CNI e presidente do Copin (Conselho de Politica Industrial da CNI). Foi presidente da Findes. Neste espaco, aborda economia, inovacao, infraestrutura e ambiente de negocios.

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