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Leonel Ximenes

A arte de transformar inhame em um suculento picolé no ES

Família se dedica ao cultivo do tubérculo em meio às montanhas no interior do Espírito Santo

Publicado em 03 de Novembro de 2025 às 15:17

Públicado em 

03 nov 2025 às 15:17
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Picolé de inhame produzido pela família Fardin
Picolé de inhame produzido pela família Fardin Crédito: Dirceu Cetto
Na comunidade de Redentor, no distrito de São Bento de Urânia, em Alfredo Chaves, as imponentes e belas montanhas da região escondem uma história inspiradora de trabalho, criatividade e amor pelo que se faz. É ali que a família Fardin, tradicional na agricultura familiar, encontrou um novo jeito de empreender: eles transformam o cultivo de inhame em sabor e refrescância.
Assim nasceu o Frescor das Montanhas, uma sorveteria artesanal que vem conquistando paladares dentro e fora de Alfredo Chaves com o famoso sorvete e picolé de inhame.O negócio, tocado por Edinelma e Zelindo Fardin, com o apoio do filho Yuri, começou de forma simples há cerca de oito anos.
Além de inhame, outros 50 sabores são fabricados no local. “Minha esposa sempre gostou de fazer doces e sobremesas. Um dia pensamos: por que não transformar essa paixão em uma renda extra?”, conta Zelindo. O que começou com uma pequena produção para vizinhos e amigos cresceu e hoje é uma referência na região.
Atualmente, o Frescor das Montanhas oferece mais de 50 sabores de picolés e sorvetes, preparados com ingredientes selecionados e aquele toque de cuidado típico das famílias do interior.
Além do atendimento direto no local, os produtos chegam também a mercados, padarias, bares e restaurantes dos municípios da região. “No verão, é uma correria, com muitas entregas. No inverno, a gente desacelera um pouco, mas nunca para”, explica Edinelma.

IDEIA SURGIU NA ESCOLA

Uma das grandes inovações do empreendimento nasceu dentro da escola da filha mais nova do casal. Durante um projeto escolar sobre o inhame, tubérculo símbolo de Alfredo Chaves - reconhecida nacionalmente como a Capital Nacional do Inhame -, surgiu a ideia de criar um sorvete com o ingrediente.
Edinelma Fardin, Zelindo Fardin e Yuri Fardin: família do interior de Alfredo Chaves produz sorvetes e picolés de mais de 50 sabores, além do de inhame
Edinelma, Zelindo e o filho Yuri Fardin: família do interior de Alfredo Chaves produz sorvetes e picolés de mais de 50 sabores, além do de inhame Crédito: Dirceu Cetto
A experiência deu tão certo que o sabor virou sucesso de vendas e entrou para o cardápio fixo. “O picolé e o sorvete de inhame surpreendem a quem prova. A gente usa passas e ameixa seca, o que dá um sabor diferenciado e muito cremoso”, explica a orgulhosa Edinelma.
O ingrediente principal vem direto da propriedade da família. Quando falta, eles compram de vizinhos, fortalecendo a economia local e a produção agrícola familiar - uma das marcas de São Bento de Urânia, onde cerca de 600 famílias cultivam o inhame, responsável por boa parte das 50 toneladas produzidas por ano no município.

PRODUÇÃO FAMILIAR

Mais do que uma sorveteria, o Frescor das Montanhas é um símbolo de como o interior de Alfredo Chaves tem se reinventado. A produção é 100% familiar, com três pessoas envolvidas em todas as etapas, da colheita à fabricação.
O nome do negócio nasceu da própria paisagem. “Aqui é alto, cercado por montanhas, e o clima é sempre fresco. Daí veio o nome ‘Frescor das Montanhas’”, destaca Zelindo.
Hoje, quem visita o local encontra não só produtos saborosos, mas também uma história de determinação, criatividade e valorização das raízes. Uma combinação que mostra que empreender, mesmo longe dos grandes centros, é possível, especialmente quando o trabalho é movido por paixão e amor pela terra.
O empreendimento funciona de domingo a sexta-feira (aos sábados está fechado), até as 17h, e recebe clientes de diversas partes do Espírito Santo, incluindo Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Marechal Floriano e Vargem Alta, além de Alfredo Chaves, é claro.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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