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Leonel Ximenes

A decisão do STJ sobre o assassinato de um capixaba que chocou o país

Após 10 anos, família de oficial de Justiça morto no interior do Rio de Janeiro quando cumpria um mandado deve ser indenizada

Publicado em 27 de Junho de 2024 às 03:11

Públicado em 

27 jun 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O oficial de Justiça Francisco Pereira Ladislau Neto tinha 25 anos de idade quando foi assassinado
O oficial de Justiça Francisco Pereira Ladislau Neto tinha 25 anos de idade quando foi assassinado Crédito: Divulgação
Depois de 10 anos do crime que chocou o Espírito Santo e o Brasil, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) certificou, na última quinta-feira (20), o trânsito em julgado para a concessão de indenização à família do capixaba Francisco Pereira Ladislau Neto, oficial de Justiça morto em 2014 no Rio de Janeiro durante o cumprimento de um mandado. A provável concessão da indenização e o seu valor serão definidos nas próximas etapas do processo. O acusado pelo assassinato continua preso.
O oficial de Justiça foi assassinado com disparos de arma de fogo e atropelamento quando tentava efetuar a citação da parte para uma audiência trabalhista em Barra do Piraí. Após o crime, a família do servidor ingressou judicialmente com pedido de indenização por danos morais diante da suposta omissão da União em evitar o dano causado.
Inicialmente, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região entendeu não haver culpa da União pelo não fornecimento de medidas de proteção ao oficial de justiça durante o exercício de suas funções. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça reverteu esse entendimento.
A 2ª Turma do STJ seguiu os termos do voto da relatora, ministra Assusete Magalhães, de que a trágica morte de Francisco foi causada pela ausência de adoção de medidas de segurança para a proteção do servidor, principalmente em relação à prevenção de eventuais agressões das partes.
Para o pai do servidor assassinado, o jornalista aposentado Chico Pardal, a decisão do STJ é histórica. “A família não está preocupada com a indenização, o marco importante deste caso é que o Tribunal atende a uma reivindicação dos sindicatos de oficiais de Justiça por mais segurança no exercício do seu trabalho”, destaca.
Segundo a Associação Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (Fenassojaf), esse é o primeiro trânsito em julgado de um processo reconhecendo indenização referente a um crime cometido contra um oficial de Justiça. A partir da certificação, o escritório jurídico do sindicato do Rio de Janeiro dará início à fase de cumprimento.
De acordo com a advogada Aracéli Rodrigues, na decisão, a ministra do STJ não aplicou simplesmente a teoria da responsabilidade objetiva: “A magistrada seguiu na linha da sentença que o TRF-2 reformara, de que a União não comprovou ter assegurado ao servidor as medidas necessárias ao cumprimento de suas funções”, explica.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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