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Leonel Ximenes

A lição de um modesto clube "caipira" ao futebol capixaba

Em quatro anos, time do interior paulista investe na infraestrutura e na profissionalização, surpreende o mundo do futebol e vai da Série D à elite do Campeonato Brasileiro

Publicado em 25 de Novembro de 2024 às 15:10

Públicado em 

25 nov 2024 às 15:10
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Mirassol foi fundado há 99 anos
Mirassol foi fundado há 99 anos Crédito: Mirassol FC
Há apenas quatro anos (2020), o Mirassol, modesto clube de futebol do interior paulista, estava disputando a Série D, a quarta divisão do Brasileirão, no mesmo patamar em que há anos patina o fragilizado futebol capixaba. Mas neste domingo (24), o Leão, como popularmente é conhecido, chegou à maior conquista da sua quase centenária história e conseguiu uma vaga na Série A, a elite do futebol brasileiro.
E que o Mirassol fez para subir da quarta para a divisão do futebol brasileiro em tão pouco tempo? A resposta está na organização, na profissionalização e na seriedade na gestão do seu futebol.
O marco da virada do clube fundado há 99 anos aconteceu em 2018, quando o Mirassol construiu um moderno Centro de Treinamento, no valor de R$ 9 milhões, com parte dos recursos da venda do atacante Luiz Araújo para o São Paulo, em 2017, e sua transferência para o Lille, da França, no ano seguinte.
A postagem do Mirassol nas redes sociais comemorando a classificação para a Série A do Brasileirão
A postagem do Mirassol nas redes sociais comemorando a classificação para a Série A do Brasileirão Crédito: Instagram do Mirassol
Daí em diante, as vitórias foram empilhadas. O Mirassol inicialmente conquistou a Série D do Brasileirão de 2020, no ano de 2021, por causa da pandemia de Covid-19. O time verde-amarelo levantou em seguida o título da Série C em 2022, se estabilizou na Série B no ano passado e subiu à elite em 2024, com uma vitória de 1 a 0, em casa, sobre a Chapecoense.

A INFRAESTRUTURA DO CLUBE

O CT do Mirassol conta com quatro campos de futebol, academia, vestiários, sala de imprensa, lavanderia, cozinha e refeitório, rouparia e 20 apartamentos que podem acomodar até 40 jogadores. Só em equipamentos foram investidos cerca de R$ 400 mil.
O clube, nos últimos anos, não depende mais de verbas públicas para se manter, segundo o presidente Edson Antonio Ermenegildo, que está há 30 anos no comando do clube. Ele se reelegeu prefeito de Mirassol em outubro passado.
Atualmente, o Leão sobrevive com cotas de televisão e patrocínios cujos valores devem aumentar com a classificação do time para a Série A do Brasileiro em 2025. O Mirassol também tem salário em dia e gastos controlados. A folha salarial é bem inferior a clubes como Santos, Sport, América-MG, Ceará, Coritiba, Avaí e Goiás nesta Série B.

O ESTÁDIO

O Mirassol joga no José Maria de Campos Maia, que tem capacidade para cerca de 15 mil torcedores. O estádio foi reformado em 2007 e tem o recorde de público na partida entre Mirassol e Palmeiras, pelo Paulistão de 2018, com 11.967 pagantes.
Nesta temporada, a média de público no "Maião" foi de pouco mais de 3 mil torcedores — quase 5%, portanto, dos total dos moradores da cidade de 63 mil habitantes e distante 453 quilômetros da capital paulista.
O Mirassol joga no José Maria de Campos Maia, que tem capacidade para cerca de 15 mil torcedores
O Mirassol joga no José Maria de Campos Maia, que tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas Crédito: Instagram do Mirassol
O técnico Mozart, de 44 anos, teve uma passagem rápida pelo Cruzeiro e chegou ao clube do interior paulista em março de 2023. Sua filosofia de trabalho é apostar na mescla de jogadores jovens e experientes no elenco.
Portanto, em 2025, o Brasil inteiro vai ver o vitorioso futebol do modesto Mirassol se exibindo nos maiores estádios e cidades do país.
Enquanto isso, na Série D…

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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