Embora não seja utilizada pelos policiais capixabas nas suas atividades profissionais, pelo menos seis fuzis AR-15 foram apreendidos no Estado, em poder de criminosos, nos últimos quatro anos.
O primeiro fuzil AR-15 retirado de circulação pela polícia foi em junho de 2020, em plena
pandemia de Covid-19, no Bairro Operário, em Cariacica. Em 2021, no auge do ciclo pandêmico, não foram registradas novas apreensões dessa arma, o que veio a ocorrer apenas em setembro de 2022, em Serra Dourada III, na Serra.
No ano seguinte, entretanto, ocorreu a metade das apreensões no período - e todas em Vitória. A primeira foi em 17 de março de 2023, na Piedade; a segunda em Tabuazeiro, no dia 21 de novembro; e a terceira e última do ano, oito dias depois, no Morro da Garrafa.
Em 2024, houve apenas uma apreensão, no dia 21 de maio, em Guarapari, o primeiro caso registrado fora da
Grande Vitória.
As diferentes configurações do AR-15 foram tiradas de circulação pelas polícias do ES em operações policiais, confrontos, tentativas de homicídios e ações contra o tráfico, o que mostra o poder letal cada vez maior das armas em poder de criminosos.
Neste ano, até junho, já são mais de 1,9 mil armas apreendidas pelas forças de segurança do Estado. As pistolas são a grande maioria e o fuzil não é algo comum, segundo a
Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Foram 10 armamentos desse tipo retirados das mãos de bandidos em 2024, contra quatro no mesmo período (1º semestre) do ano passado.
A Secretaria de Segurança considera que os trabalhos de inteligência e ostensividade têm evitado que esse armamento cause estragos ainda maiores nas comunidades do Espírito Santo.
Se a apreensão de armas poderosas, como o fuzil AR-15, preocupa o Espírito Santo, o que dizer do
Rio de Janeiro? No Estado vizinho, segundo a Polícia Militar fluminense, foi alcançada a marca de 302 fuzis apreendidos até 20 de junho, 10 dias antes do encerramento do semestre.
Se o ritmo de apreensão dessas armas de guerra for mantido até o fim de 2024, a PMERJ vai superar, com larga margem, o desempenho do ano passado, quando foram retirados das mãos de criminosos 492 fuzis ao longo do ano no Estado do Rio de Janeiro.
Segundo reportagem do portal UOL, o fuzil semiautomático AR-15, utilizado na tentativa de assassinato do candidato e ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, é chamado de "rifle da América" pela poderosa Associação Nacional de Rifles dos EUA.
Além de a arma ter um histórico de ter sido usada em ataques que resultaram em muitas mortes, as versões do AR-15 têm sido o padrão das forças armadas dos Estados Unidos de todas as guerras desde o Vietnã. Nos últimos 12 anos, esses rifles passaram também a integrar a vida dos civis, segundo reportagem da Rolling Stone.