A sacristia do
Convento da Penha vai ser restaurada para ser aberta à visitação pública, pela primeira vez na história. A notícia foi anunciada pelo guardião do Convento, frei Djalmo Fuck, ao lado do
deputado federal Evair de Melo (PP), que destinou R$ 600 mil de uma emenda individual para a obra.
A sacristia, a sala anexa à igreja onde são guardados os vasos e paramentos litúrgicos e onde os sacerdotes e auxiliares se vestem para a missa, passará por um processo completo de restauração, desde o teto, que será restaurado, até a recuperação do armário em madeira, que está todo deteriorado e atacado pelo cupim.
Segundo frei Djalmo, as camadas de tintas serão retiradas para que se chegue à textura original. “O trabalho é complexo. Em conversa com os profissionais do Iphan (
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], podemos até mesmo remover as cerâmicas para se chegar à estrutura original. Tudo está sendo feito para que o fiel e o turista possam conhecer esse espaço tão importante para a história e a fé de nosso estado e de nosso país”, disse o frade franciscano.
O guardião de um dos patrimônios históricos e religiosos mais importantes do país afirmou ainda que a abertura da sacristia do Convento da Penha para a visitação pública é mais uma iniciativa importante para a valorização da cultura e da história capixaba.
“Com a continuidade dos trabalhos de preservação e restauro, será possível garantir que as próximas gerações possam conhecer e se emocionar com esse importante patrimônio”, observou frei Fuck.
O religioso e o deputado visitaram nesta semana espaços já restaurados com recursos de uma emenda anterior do parlamentar que garantiu a recuperação de diversos aspectos da Capela de Nossa Senhora, como o forro, o piso e os sinos, além da pintura das paredes internas do santuário e melhorias nas instalações elétricas e no sistema de iluminação monumental do complexo religioso. O projeto de instalação do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) também fez parte deste primeiro recurso.
Segundo Evair de Melo, a pesquisa arqueológica no sítio do Convento, trabalho científico que busca certificar fatos históricos e até mesmo buscar novas descobertas, iniciada com recursos anteriores, também terá continuidade com essa nova emenda.
“Todo esse trabalho está sendo realizado sob a coordenação do Iphan, que sempre realiza um trabalho ímpar de recuperação e proteção dos nossos patrimônios materiais e imateriais, visto que o convento é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1943”, disse.