Sextou mal, muito mal, para a população de Baixo Guandu, que foi surpreendida, no último dia 17, com um aviso afixado na entrada da agência do Banco do Brasil da cidade do Noroeste do Estado. O comunicado informava que o atendimento ao público estará "contingenciado por tempo indeterminado" e que o autoatendimento e o atendimento interno "estarão funcionando parcialmente".
O comunicado não fala abertamente, mas sugere que a agência está fechando as portas na cidade, depois de mais de 40 anos de funcionamento, segundo o portal Folha1. O cartaz na porta do Banco do Brasil comunica ainda, sem se alongar em explicações, que os pontos de atendimento mais próximos são as agências da cidade vizinha de Aimorés, a 8 km de distância, em Minas Gerais, e Colatina, a 48 km distante.
Em outubro de 2025, foi o Bradesco que deixou Baixo Guandu. O banco privado, na ocasião, informou que as contas dos clientes guanduenses seriam transferidas para o Centro de Colatina, na Avenida Getúlio Vargas.
Agora, cinco ainda resistem na cidade: Banestes, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Sicredi e Sicoob.
FECHAMENTO DE AGÊNCIAS EM SÉRIE
O Banco do Brasil, que é público. segue uma tendência nacional dos grandes bancos brasileiros (Itaú e Bradesco, por exemplo), de fechamento em massa de agências, para focar no relacionamento digital com a clientela.
Hoje, a maioria das operações (pagamentos, empréstimos, por exemplo), é feita pelo telefone celular. Este caminho reduz custos operacionais e garante mais rentabilidade aos bancos, mas não garante a satisfação dos clientes, principalmente no interior, onde ainda é grande a exclusão digital.
Entre 2015 e 2025, o Banco do Brasil fechou 1.557 agências em todo o país. Em 2025, o banco teve um lucro líquido de R$ 20,6 bilhões; para 2026, a projeção é de um lucro líquido entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.
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