Organizado por Igrejas e movimentos sociais, o 28º Grito dos Excluídos neste ano tem um sabor especial: será realizado no dia em que serão comemorados os 200 anos da Independência do Brasil. Mas o ato do
7 de Setembro da semana que vem não perderá sua marca, que é a de reivindicar direitos e protestar contra as mazelas que assolam o país - há muito mais de dois séculos.
“O Grito dos Excluídos e Excluídas 2022 é um grito por comida, dignidade e liberdade. É um grito de esperança, silenciado na garganta dos pobres”, afirma padre Kelder Brandão, coordenador do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da
Arquidiocese de Vitória e pároco da Paróquia Santa Teresa de Calcutá, na Capital.
Uma extensa programação está prevista para o Grito em Vitória. Na quarta-feira (7), às 8h, o primeiro ato é uma concentração na
Ufes onde os manifestantes anunciam que vão denunciar “a destruição das políticas educacionais”.
Uma hora depois, os participantes do ato farão uma caminhada até a sede da
Petrobras, na Reta da Penha, onde vão protestar contra as privatizações.
A seguir, está programada uma caminhada até a praça de Gurigica, onde os participantes do Grito vão distribuir alimentos para a comunidade, arrecadados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). No local, será realizado também um ato público até o meio-dia, quando será encerrada a caminhada.
A organização do Grito dos Excluídos de 2022 espera a participação de 8 mil a 10 mil pessoas de 12 municípios e de 60 entidades da sociedade civil, incluindo movimentos sociais e sindical, partidos políticos, Igrejas e as pastorais sociais da Arquidiocese de Vitória.