No dia em que Jair Bolsonaro (PL) começou a cumprir
prisão domiciliar em Brasília (DF), por determinação do ministro Alexandre de Moraes (STF), a
Câmara de Cariacica aprovou, por 15 votos a 1, uma moção de apoio ao ex-presidente da República.
O voto contrário foi o da vereadora Açucena, do PT, única mulher e única petista da Casa. Três dos 19 parlamentares estavam ausentes da sessão: Lei (União Brasil), o presidente da Câmara, Lelo Couto (MDB), e Léo do Iapi (Podemos)
Além do proponente da moção, Sérgio Camilo (União Brasil), votaram a favor da moção os seguintes vereadores: Dr. Fernando Santório (PP), Flávio Preto (PSB), Jades Amorim (MDB), Jocemir da Enfermagem (Podemos), Juquinha (Agir), Marcelo Zonta (PSB), Mauro Durval (MDB), Paulo Foto (PP), Renato Machado (PSD), Ribeirinho (PSD) e Romildo Alves (PP).
“Esta Casa aprovou uma moção de apoio para um réu, com tornozeleira eletrônica, investigado por atos golpistas”, protestou a vereadora petista.
“A moção tem por finalidade manifestar apoio ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, reconhecendo sua representatividade e compromisso com os princípios democráticos, os direitos individuais e os valores conservadores, e rejeitar, com veemência, os atos do
ministro Alexandre de Moraes”, argumentou Sérgio Camilo.
A votação aconteceu antes do anúncio da prisão de Bolsonaro, mas quem conhece os bastidores da Câmara cariaciquense está convicto de que, mesmo se fosse depois, o resultado avassalador em favor do ex-presidente seria o mesmo.