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Leonel Ximenes

Capixaba conta o drama de viver nos EUA com crise do coronavírus

"Está faltando até papel higiênico nos supermercados da Flórida", lamenta Juliana Andreatta Spore, que mora em Boca Raton

Publicado em 15 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

15 mar 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Prateleira vazia de um supermercado na cidade de Lantana, na Flórida Crédito: Foto do leitor
O uso intensivo do papel-toalha é muito comum nos Estados Unidos, inclusive na Flórida, onde vive a capixaba Juliana Andreatta Spore, de 37 anos. Mas o produto simplesmente desapareceu da cidade de Boca Ratón, onde ela mora com o marido e a filha de 2 anos de idade. A culpa, claro, é da pandemia de coronavírus, que começou na Ásia, atingiu em cheio a Europa e agora se alastrou pelos EUA e outros países das Américas, como o Brasil.
“As prateleiras dos supermercados estão vazias”, constata. “Detergentes, papel-toalha, produtos de limpeza, papel higiênico, acabou tudo nos últimos dias. Sem contar o álcool em gel e máscaras, que não são encontrados há semanas”, lamenta.
Ela até que resistiu, mas resolveu também a começar estocar produtos em casa: “Estou começando a estocar e dando preferência a compras on-line para evitar aglomerações. O comércio já está sentindo a ausência dos clientes”.
Juliana, que trabalha numa empresa que comercializa móveis de cozinha e granito na cidade de Lake Worth, diz que as pessoas mudaram o comportamento em seus locais de trabalho, para tentar se prevenir do contágio. Contatos pessoais são evitados.
"Ninguém se cumprimenta mais com toque, não se pega na mão. Na loja onde trabalho oferecemos álcool em gel aos clientes. O clima é de medo e precaução"
Juliana Andreatta Spore - Capixaba que vive na Flórida, EUA
Comportamento alterado, economia sacudida pela pandemia de coronavírus. “Os nossos maiores fornecedores são China e Itália, mas não estamos recebendo material desses países. Começamos a sentir o impacto na economia”, constata.
A situação na Flórida está tão tensa que as escolas não vão mais funcionar a partir desta segunda-feira (16) até o início da primavera, aproveitando uma parada tradicional nesta época (Spring Break). “Será um mês sem aula. Em muitas escolas e universidades as aulas são on-line”, diz Juliana.
Alguns eventos importantes, como a Festa de São Patrício, que enchem bares e restaurantes, já foram cancelados. Os parques temáticos da Disney estão fechados. Voos da Europa - com exceção da Inglaterra - não podem mais pousar nos EUA. “Eventos com mais de mil pessoas estavam suspensos há dias, agora são todos.”
“Estou rezando para que tudo passe logo e não se alastre como aconteceu na Itália”, torce Juliana, que tem um irmão que mora no país da Europa mais afetado pelo coronavírus.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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