“É um processo antigo. A gente tem que tomar cuidado com o desmonte da Polícia Federal, o uso da Polícia Federal para fins eleitorais e políticos. Não estou fazendo análise do mérito da operação. É um assunto antigo, de muitos anos, que vem agora à tona”, analisou o governador.
Segundo Casagrande, essa forma de atuação PF já é há muito tempo objeto de comentários em todo o país. “Este assunto já tem sido debatido em diversos ambientes, inclusive em podcasts, o uso e o desmonte da Polícia Federal. O uso eleitoral e político da Polícia Federal. Portanto, isso tem que ser observado”, alertou o socialista.
Na mesma entrevista, o governador afirmou que Ciro Gomes é um dos candidatos que o PSB pode apoiar na eleição presidencial do ano que vem. O outro nome é o de
Lula, do PT. Mas, segundo o socialista, essa decisão só será tomada pelo partido daqui a alguns meses.
“Nacionalmente, o PSB vai decidir sua posição em abril do ano que vem, durante o congresso do partido. O PSB trabalha com duas alternativas - as candidaturas de Lula e de Ciro Gomes”, disse Casagrande.
O irmão de Ciro, Cid Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e atual senador, também foi alvo da operação. Segundo a PF, as fraudes ocorreram entre 2010 e 2013, período em que o Ceará era governado por Cid.
A Justiça quebrou os sigilos bancário e fiscal de Ciro e Cid entre 2009 e 2014. O sigilo telefônico dos dois também foi quebrado.
Por uma rede social, Ciro classificou a ordem como "abusiva", alegou não ter relação com o caso e disse que
Bolsonaro "transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade". Cid Gomes ainda não se manifestou publicamente.