“Ele me matou”, conseguiu dizer Camata à testemunha após ser baleado pelo economista e ex-assessor Marcos Venicio Moreira de Andrade, que foi condenado e cumpre pena pelo assassinato.
Cassinho, arrolado como testemunha do crime pelo Ministério Público Estadual (MPES), afirmou, em frente ao juiz Marcos Pereira Sanches, que conduziu o julgamento, que também conhecia o réu, Marcos Venicio, réu confesso do assassinato do ex-governador do Espírito Santo.
Segundo a testemunha, Camata o cumprimentou ao sair de uma padaria, conversou amenidades e seguia para casa, com uma sacola de pães em uma mão e um jornal em outra. Marquinhos, então, apareceu logo em seguida, cumprimentou Cassinho e chamou Camata, por duas vezes.
"'Gerson, Gerson', o Marquinhos gritou, depois de me cumprimentar. O ex-governador parou, mas em nenhum momento ficou de frente para o Marquinhos, que estava com uma mão no bolso. Ele ficou de lado o tempo todo. Eu fiquei mexendo no celular, mas observando ao mesmo tempo. A leitura que faço era que o Gerson estava querendo fugir da conversa, querendo ir embora. Eu não consegui ouvir o diálogo, mas ouvi a última frase. Marquinhos disse a ele 'mas eu me sinto roubado', deu um passo atrás, tirou a arma do bolso e, com as duas mãos na arma, atirou no Camata", relatou o chef ao juiz.
O chef de cozinha Cassinho estava internado em um hospital de Vitória com um quadro grave de pneumonia, que acabou evoluindo para choque séptico, infecção generalizada que causa falência de órgãos.
Muito conhecido pelo seu talento na arte de cozinhar, Cassinho cativava as pessoas com seu bom humor e sorriso fácil. Sua morte repercutiu intensamente e causou comoção nas redes sociais.