Pinheiros, município de 23.915 habitantes no Norte do Estado, convive com uma situação diferente de outras cidades do Espírito Santo: por lá, os homicídios caíram e, agora, há uma necessidade de ter mão de obra qualificada para atuar em plantas industriais e no setor agrícola.
A revelação foi feita durante a reunião da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da
Assembleia Legislativa, realizada na noite de quinta-feira (19), na Câmara de Vereadores de Pinheiros. No período de janeiro a setembro do ano passado, a cidade contabilizou oito assassinatos. Já em 2023, no mesmo período, foram quatro.
“Viemos em 2020 e havia alta reclamação por conta da onda de mortes causada pelo tráfico de drogas. Vimos que agora a situação melhorou e agora há reivindicações relacionadas à segurança para que diminua a evasão escolar e que haja o combate à gravidez na adolescência”, diz o deputado Delegado Danilo Bahiense (PL), presidente da Comissão.
Segundo informações do
Ministério da Saúde, em 2020, Pinheiros teve 10 meninas, de 10 a 14 anos, que deram à luz. Em 2021 foram oito e, em 2022, dois casos.
Representantes ligados ao setor agrícola apontaram para a necessidade de haver mão de obra mais qualificada para atuar no campo na cidade. Érico Patrício Orletti, do Sindicato Rural de Pinheiros, afirmou que há máquinas modernas, mas não há pessoas capacitadas para que possam manuseá-las.
Representando os trabalhadores rurais da cidade, Paulo de Tarso endossou a situação e reivindicou melhorias na educação local. “Quando há maior pobreza por perto, há maior probabilidade de violência”, adverte