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Leonel Ximenes

Coisa estranha: o jogo sem público pagante no Capixabão

Se não houve receita, houve despesas: mandante teve que assumir o pagamento do custos da partida, de R$ 5.852,63

Publicado em 06 de Fevereiro de 2025 às 14:24

Públicado em 

06 fev 2025 às 14:24
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Lance do jogo Real Noroeste 1 x 2 Rio Branco de Venda Nova, no dia 26 de janeiro, em Águia Branca
Lance do jogo Real Noroeste 1 x 2 Rio Branco de Venda Nova, no dia 26 de janeiro, em Águia Branca Crédito: Breno Bonfa Foto Esportiva
O confronto entre Real Noroeste x Rio Branco de Venda Nova do Imigrante, realizado no último dia 26 de janeiro, um domingo, às 16h, no Estádio José Olímpio da Rocha, em Águia Branca, válido pela segunda rodada do Capixabão, teve uma curiosidade: não houve público pagante.
O Real, segundo o boletim financeiro do jogo publicado no site da Federação de Futebol do ES, colocou 200 ingressos à disposição. Destes, 100 foram para arquibancada inteira, 50 para arquibancada meia e outros 50 de cortesia. Nenhum bilhete, com valores entre R$ 10 e R$ 20, foi comercializado. Já das gratuidades, somente sete foram alvos de interesse.
Boletim financeiro do jogo Real Noroeste 1 x 2 Rio Branco-VN pelo Capixabão
Boletim financeiro do jogo Real Noroeste 1 x 2 Rio Branco-VN pelo Capixabão Crédito: FES/Divulgação
Se não houve receita, houve despesas. E o mandante arcou com R$ 5.852,63 em custos, que envolveram remuneração de arbitragem, transporte de van, INSS e outros. Houve também um curioso custo de seguro-torcedor. Como só sete estiveram presentes (mas não pagaram), foi feita a cobrança de R$ 0,63 no total, ou seja, R$ 0,09 para cada um que esteve na arena.
E o placar? Ah, sim, ficou 2 a 1 para o Rio Branco-VN.

O QUE DIZ O DONO DA CASA

Em entrevista ao portal Rede Notícia ES, o presidente do Real Noroeste, Flares Rocha, contestou o borderô da partida e afirmou que, na realidade, não foi disponibilizado nenhum ingresso como cortesia e que os sete presentes ao estádio foram integrantes da comissão técnica do próprio clube.
Rocha explicou que o Real sofreu uma punição devido a tumultos ocorridos no último jogo da Copa ES do ano passado diante da Desportiva e que, nas cinco primeiras partidas do campeonato deste ano, só é permitido liberar o acesso de mulheres ou crianças, o que, segundo ele, foi o motivo do não comparecimento de público pagante.
“Mulheres e crianças geralmente vão aos estádios acompanhadas e acredito que este deva ser o motivo da não venda de ingresso”, concluiu o dirigente.
Não duvide: no futebol capixaba, tudo é possível.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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