Conversa no 'zap' pode servir como prova após registro em cartório
Leonel Ximenes
Conversa no 'zap' pode servir como prova após registro em cartório
Publicado em 07 de Junho de 2019 às 21:52
Públicado em
07 jun 2019 às 21:52
Colunista
Leonel Ximenes
lximenes@redegazeta.com.br
Conversas no WhatsApp valem como prova após registro em Ata Notarial em cartório.Crédito: Divulgação
O caso do suposto estupro cometido por Neymar levou a assessoria jurídica do Sindicato dos Cartórios do Estado a fazer um alerta: conversas no WhatsApp valem como prova após registro em Ata Notarial em cartório.
A autenticação
Segundo o assessor jurídico do Sinoreg-ES, Caio Ivanov, o acusado ou a vítima deve procurar um Tabelionato de Notas e de posse do seu celular solicitar ao tabelião que autentique o conteúdo de conversas, postagens, áudios e outras formas de mensagens. Essa autenticação pré-constitui prova de fatos.
O que vale
Poderão ser registradas em ata notarial conversas telefônicas, trocas de mensagens em chats, publicações em redes sociais, conteúdo de e-mails, imagens e vídeos, além de depoimentos e constatações in loco sobre pessoas e bens.
Falta es...cola
Por falar nisso, especialista no idioma diz que nos últimos dias, graças a Neymar, ao Facebook e à Pátria Educadora, descobrimos novas grafias para a palavra estupro: estrupo, extrupo, estrupru, instrupo, istrupo, intrupo e até ex-tupro!
Não tá fácil pra ninguém
Na quarta passada, na agenda oficial do governador constava a assinatura da ordem de serviço para construção do bicicletário e de vestiários do Ed. Fábio Ruschi.
Tem regulamento
O Procon da Serra está fiscalizando 12 motéis do município antes do Dia dos Namorados. Um dos itens verificados é se tem Código de Defesa do Consumidor para os clientes. Gente, só não vale reclamar do parceiro, tá?
Casal feliz
Victor Casagrande, filho do governador, recebe R$ 14,4 mil como assessor parlamentar do deputado federal Felipe Rigoni (PSB). E a namorada de Victor, Ingrid Lunardi, que exerce o mesmo cargo no gabinete de Rigoni, também recebe R$ 14,4 mil. Com uma renda dessa, o que ainda estão esperando pra casar?
R$ 10 o quilo!
De um leitor da coluna, inconformado, mas na esperança de que o presidente baixe mais uma norma: “Bolsonaro podia fazer um decreto para baixar o preço do tomate”.
Perigo em Linhares
Linhares, com 170 mil habitantes, já tem mais homicídios que Vitória (358 mil). Até maio, o município do Norte do Estado contabilizou 30 casos de homicídios dolosos, enquanto a Capital registrou 29.
MMA em Cariacica
Se cercarem com cordas o plenário da Câmara de Cariacica vai ficar perfeito. O ringue diário das sessões envolve xingamentos, acusações pesadas e até chutes entre os vereadores.
Decoro nocauteado
É recomendável que menores e pessoas sensíveis guardem prudente distância daquele “Legislativo”.
Deu samba
Não foi só o ativista LGBT Jean Wyllys e o líder do MST João Pedro Stédile que foram indicados por Iriny Lopes para receber o título de Cidadão do ES. O sambista Monarco, da Portela, também foi indicado para a honraria pela deputada petista.
Fim da farra?
Por falar nisso, já existe um movimento na Assembleia para se criar critérios mais rígidos para concessão de títulos e honrarias. No passado, a outorga era via projeto de lei que passava até pelo governador.
Tédio
Conseguiram – há muito tempo – quebrar o encanto da seleção brasileira.
Constatação
Não existe “indústria de multas”. Quem anda na lei e cumpre suas obrigações não conhece essa fábrica.
Mistério
Chamou atenção a escolha do local para a entrega das novas pistolas da Polícia Militar: a sede do Diário Oficial (DIO), ao lado da Sesp, em Bento Ferreira. Em situações anteriores, as armas eram distribuídas no QCG da PM, em Maruípe, com a presença da tropa.
Pimenta nele!
Carlos Manato, ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República, ofereceu em Brasília, na quarta, uma moqueca capixaba ao ministro da Educação, Abraham Weintraub. Aquele mesmo que vive brigando com a concordância e com a Educação.
Alô, torcedor!
Você deixaria de tirar um cochilo no domingo à tarde para ver jogo da seleção brasileira?
Leonel Ximenes
Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.