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Leonel Ximenes

De 21 para 250 casos em um mês: Covid assusta cidade do interior do ES

Casos em Iúna aumentaram 1.190% em apenas 30 dias; prefeitura diz que falta conscientização

Publicado em 02 de Julho de 2020 às 05:00

Públicado em 

02 jul 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Vista aérea de Iúna, pequena cidade produtora de café arábica no Caparaó
Vista aérea de Iúna, pequena cidade produtora de café arábica no Caparaó Crédito: Alcino Júnior/Prefeitura de Iúna
Iúna, o pacato município da região do Caparaó, com 29.161 habitantes, está diante de um crescimento fora do comum dos casos de Covid-19. Se no dia 1º de junho havia 21 ocorrências da doença, um mês depois, em 1º de julho, o município já contava com 250 pessoas infectadas, um aumento espantoso de 1.190%. Até agora, são 11 óbitos.
Assim, em um período de 30 dias, o número de infectados foi multiplicado por 12, aproximadamente. Mas o que será que levou ao aumento exponencial do surto? Falta de dever de casa da população? Descaso do poder público?
A secretária de Saúde de Iúna, Vanessa Leocádio Adami, tem algumas explicações: “O município tem tomado todas as medidas necessárias baseado nos decretos e portarias do Estado a fim de conter o ciclo do vírus, porém a falta de conscientização de algumas pessoas quanto ao uso de máscaras, o distanciamento e descumprimento do isolamento social estão fazendo com que os números aumentem, de forma que a crescente contaminação está ocorrendo entre os familiares”, lamenta.
Por outro lado, Vanessa diz que os dados da doença agora estão mais precisos: “O município passou por duas etapas do inquérito sorológico, o que causou um aumento significativo dos casos”.
Mas ela teme que os casos de coronavírus continuem a crescer na cidade se os hábitos não forem mudados durante a pandemia: “Enquanto as pessoas continuarem se expondo ao vírus desnecessariamente, teremos um aumento expressivo do número de casos, e consequentemente, mais internações e até óbitos”, alerta.
À coluna, o prefeito Weliton Virgilio Pereira (PV) reforça as palavras da secretária de Saúde e lamenta que nem todos estão se precavendo da doença em sua cidade: “Falta consciência em algumas pessoas quanto ao uso da máscara e o não cumprimento do distanciamento social, o que acaba causando o aumento dos casos de contaminação, principalmente entre os próprios familiares”.
Por fim, ele admite que a situação pode se agravar se parte da população iunense não mudar sua rotina durante a pandemia. “Enquanto as pessoas continuarem se expondo ao vírus, de uma forma desnecessária, nós vamos ter esse aumento expressivo no número de casos e, consequentemente, mais internações e óbitos.”
Uma moradora, que pede para não ser identificada, aponta outros motivos para o crescimento da Covid em Iúna: “O comércio fica aberto todos os dias, lotado. Pessoas não usam máscaras. Há também muitas festas, churrascos em casa. Além disso, tem muita gente frequentando as cachoeiras”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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