É a primeira vez que uma juíza capixaba assume essa função em Brasília. “Estou muito honrada como juíza porque é um cargo de grande honraria. Estou muito feliz em poder representar o
Poder Judiciário do Espírito Santo porque a gente tem pouco espaço de representação em Brasília, de um modo geral”, afirma a magistrada.
Trícia Navarro tem 44 anos, é professora do
curso de Direito da Ufes, na graduação e na pós, e autora de três livros e com participação em outros quatro, como organizadora de coletâneas. Também tem vários artigos publicados.
Para exercer a função de juíza auxiliar do CNJ, com mandato de dois anos, ela terá que morar em Brasília (DF) e se afastar totalmente das atividades de magistrada no ES. A cessão dela para o órgão foi aprovada hoje (5) pelo pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), em resposta à requisição enviada pelo atual presidente do STF,
ministro Dias Toffoli.
Trícia Navarro vai tomar posse no dia 11 de setembro, mas desde a semana passada ela está no comitê de transição do CNJ. “Junto com outros juízes auxiliares, já estou ajudando a estruturar a próxima gestão”, explica.
A magistrada tem uma carreira acadêmica robusta. Entre outros títulos, ela é pós-doutora em Direito Processual pela
USP, doutora em Direito Processual pela Uerj e mestre em Direito Processual pela Ufes. Também é membro do Comitê Gestor da Conciliação do CNJ e do Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP).