Editora local, cultura universal. A editora capixaba Cousa lança neste sábado (13) o livro “A Metamorfose”, do escritor Franz Kafka, que ganhou nova tradução de Erlon Paschoal. No clássico escrito pelo tcheco e publicado originalmente em 1915 na revista Die Weißen Blätter , numa certa manhã, “ao despertar de sonhos intranquilos”, o personagem principal, Gregor Samsa, vê-se convertido em um inseto monstruoso.
"Ler ou reler as grandes obras da humanidade será sempre algo salutar e estimulante, sobretudo quando se trata de um escritor que influenciou tão incisivamente a história da literatura universal. Eis aí, portanto, mais um bom pretexto para retomar o contato com a obra de Kafka e se deleitar com a leitura desta pequena obra-prima", diz Erlon, que estará presente no lançamento, às 16h, no
Trapiche Gamão, espaço cultural localizado no
Centro de Vitória.
“De forma inusitada e primorosa, Kafka narra a experiência dessa insólita metamorfose. Inevitável sentir um constante frio na barriga em cada detalhe, nas minúcias das descrições, nos pensamentos que perpassam aquela casa, nos meses que correm durante a esquisita (e por vezes cômica) desumanização de Gregor”, escreve Pablo Gonçalo, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) em apresentação à nova tradução.
Tradutor conhecido nacionalmente, Erlon José Paschoal também é dramaturgo. Nascido em São Paulo, paralelamente ao teatro estudou Letras na Universidade de São Paulo (USP) e já traduziu para o português diversos autores alemães, entre eles, Goethe, Rilke, Brecht, Martinho Lutero, Schopenhauer, Hölderlin, Büchner, Thomas Bernhard e Klaus Mann.
A obra conta com prefácio do professor Wilberth Salgueiro, escritor e docente do Departamento de Línguas e Letras da
Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e comentário e ensaios de Junia Zaidan, tradutora, escritora e também docente do Departamento de Línguas e Letras da Ufes, Andréia Delmaschio, professora titular do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e doutora em Ciência da Literatura pela UFRJ; e do próprio Erlon Paschoal, que analisa a obra de Kafka 100 anos depois de seu nascimento.