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Leonel Ximenes

ES recomenda aos policiais medidas de higiene para que não se contaminem

Sesa divulgou nota técnica com orientações aos profissionais da Segurança Pública; brincos e batons não devem ser utilizados durante a pandemia

Publicado em 07 de Junho de 2020 às 05:00

Públicado em 

07 jun 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Operação policial no bairro São Benedito, no Beco Maria José Mariana Domingos, que resultou na prisão de dois homens, um deles Jhon Lenon Santos João, vulgo “Jhon Lenon”.
Policial civil e PM protegidos com máscara durante entrevista coletiva sobre apreensão de armas e drogas. Crédito: Divulgação/Sesp
Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou, na última quarta-feira (3), a Nota Técnica Covid-19 043/2020, que trata de diversas recomendações para profissionais da segurança pública durante seu expediente de serviço, uma vez que seguem na linha de frente e o trabalho deles é essencial. Entre as medidas para minimizar o contágio do novo coronavírus estão evitar o uso de brincos e de maquiagem, com o objetivo de manter a máscara limpa.
A nota recomenda que os agentes de segurança já devem estar usando máscaras desde o momento em que saírem de suas residências. Mãos devem ser higienizadas assim que chegarem ao trabalho, assim como as marmitas, caso as levem para batalhões, unidades policiais e estabelecimentos afins. Também deve se “realizar a troca de uniforme ou de roupas específicas separadas para a realização das atividades”.
É recomendado “não utilizar acessórios de uso pessoal e adornos (brincos, colares, pulseiras, anéis, relógios, e outros), uma vez que estes aumentam o risco de contaminação”. Para que a máscara não fique suja, a nota técnica ressalta que batons e maquiagens devem ser evitados. Unhas, preferivelmente, devem estar bem cortadas e as profissionais do sexo feminino precisam manter seus cabelos presos.
Em caso de o policial estar com máscara descartável, este Equipamento de Proteção Individual (EPI) deverá ser trocado num prazo de três horas. Quanto às máscaras de tecido, é recomendável que cada profissional tenha, pelo menos, cinco delas.

CARROS DEVEM SER HIGIENIZADOS

Inicialmente, é preciso higienizar as partes internas do veículo com álcool a 70%, notadamente onde o motorista e passageiros coloquem as mãos, como maçanetas (internas e externas), chaves, acionadores de aberturas e fechamento de janela, cintos de segurança, volante, câmbio, freio de mão, painel e botões de rádio, antes da utilização do veículo. O mesmo procedimento deve ser feito com o radiocomunicador.
Em atividades que envolvam o contato físico (contato com mucosa e pele) e manuseio de pertences pessoais de suspeitos (carteiras, documentos, bolsas), recomenda-se usar luvas descartáveis. Estes acessórios devem ser trocados e descartados em local adequado ao final de cada abordagem, com posterior lavagem de mãos. Se não houver tempo hábil para calçar as luvas, as mãos devem ser higienizadas imediatamente após a abordagem, com água e sabão e álcool a 70%.
A Sesa deixa claro que as instituições devem fornecer os EPIs de acordo com o risco da atividade exercida. Para a maioria dos casos, somente a máscara é necessária. Já em situações de maior exposição a riscos biológicos, máscaras e luvas tornam-se essenciais.

PROCEDIMENTOS DE HIGIENE NO FIM DA JORNADA

Ao fim da jornada, é recomendável que, ao chegar ao vestiário, haja a troca de roupa e todo o fardamento; coturno e equipamentos devem ser colocados em sacolas plásticas para serem levados para casa para serem devidamente higienizados.
Assim como as demais pessoas que saem para ir à rua, os profissionais de segurança têm de lavar suas roupas e calçados logo quando chegarem em casa. E evitarem contatos próximos com crianças e idosos antes de tomarem banho.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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