Por causa do isolamento social decorrente da pandemia de
Covid-19, o Espírito Santo deve registrar uma queda de 17% no índice de acidentes de trânsito de janeiro a dezembro deste ano. A média do país está projetada em 19%. O estudo, divulgado nesta sexta (25) pela seguradora Líder, que controla o seguro DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres), tem como base os pedidos de seguro já feitos em 2020.
No ano passado, foram feitos 5.728 pedidos de seguro DPVAT ante os 4.766 previstos em 2020. São 962 pedidos a menos, o que representa uma queda de 17%.
Parece um número expressivo de redução, mas o
ES está apenas na 17ª posição entre os Estados que mais tiveram queda no número de pedidos de seguro DPVAT. Em quatro Estados da federação, a queda foi mais que o dobro da observada no Espírito Santo.
Acre e Sergipe, por exemplo, têm previsão de redução de 38% nos pedidos de seguro decorrentes de mortes, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas; Maranhão teve decréscimo de 37% e o Ceará, de 35%.
Até o violento Rio de Janeiro tem projeção mais otimista da Seguradora Líder: queda de 29% de janeiro a dezembro deste ano. Em compensação, na outra ponta da tabela, duas unidades da federação deverão ter acréscimo no número de pedidos, mesmo com o distanciamento social ocorrido em parte de 2020:
Distrito Federal (+2%) e Mato Grosso (+1%).
São Paulo, o Estado com a maior frota automobilística do país, tem projeção de queda de 12% (22º lugar), o mesmo índice de Minas Gerais.
Pelos números da seguradora, 229.646 vítimas irão receber o benefício por acidentes ocorridos neste ano. Apesar da redução, o Brasil permanece registrando uma média de 30 mil mortes causadas por acidentes.
O número está acima da meta firmada pela Década de Ação pela Segurança no Trânsito da
Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2011, quando a iniciativa foi lançada, morriam no trânsito 24 pessoas por 100 mil habitantes. Com o acordo, esperava-se que, até 2020, houvesse uma redução de 50% no número de mortes. No entanto, segundo a análise, a taxa ficará em 14 mortos por grupo de 100 mil habitantes.
Do total de ocorrências previstas pelo estudo até o final de dezembro, 143.842 estão relacionadas a coberturas por invalidez permanente, 56.408 a indenizações para despesas médicas e 29.396 a casos de morte.
Em relação ao pagamento de seguros pelo número de mortes no trânsito, está sendo projetada uma queda de 7,7% neste ano no ES (717 em 2019 para 661 em 2020); redução de 14,8% em indenizações por invalidez permanente (3.515 para 2.995); e queda de 25,9% de reembolso de despesas médicas (1.497 para 1.110).