Missão dada, missão cumprida. Um grupo de observadores de pássaros do Espírito Santo foi a
Afonso Cláudio, no último sábado (6), em busca de um desafio: fotografar a bela águia-serrana. E eles conseguiram. O “pop star” registrado foi um filhote já bem desenvolvido da espécie.
A águia-serrana atinge aproximadamente 68 centímetros de comprimento, tem quase dois metros de envergadura, é dotada de asas compridas e cauda curta.
“Essa ave apresenta um voo poderoso e veloz e é dotada de grandes olhos, aspectos que auxiliam na caça às suas presas preferenciais, a exemplo de outras aves, como filhotes de joão-de-barro, andorinhões e inhambus, répteis, como cobras e lagartos, e até mesmo pequenos mamíferos, como coelhos e mocós”, explica Victor Biasutti, um dos membros da expedição e integrante do Clube de Observadores de Pássaros do ES (COA-ES).
“Ela pode também comer carniça ocasionalmente, o que lhe confere a característica de ave saprófaga eventual.
Em Belo Horizonte verificou-se que essa espécie se adaptou a consumir pombos-domésticos", relata.
Foram a Afonso Cláudio dez pessoas, inclusive um promissor observador, o jovem Vicente Vasconcellos Villas, de apenas 7 anos de idade, que, acompanhado do pai, conseguiu fazer boas fotos de pássaros nessa expedição no interior do Estado.
Há de se ter muita cautela e técnica para fotografar uma ave como a águia-serrana, tarefa nem sempre fácil por ela ser arisca. Se ela se assustar, pode deixar o ponto onde está rapidamente, impedindo o registro fotográfico.
“Há necessidade de bons equipamentos, pois ela está acomodada no alto de torres de comunicação, longe do solo. E é sempre desejada a foto em voo, que apresenta dificuldades e exige equipamento que responda bem a esta situação, além da habilidade do fotógrafo”, ensina Biasutti.
No dia da expedição os observadores conseguiram fotografar só o filhote porque na ocasião os adultos não apareceram. “Nesse caso, como o filhote já está bem desenvolvido, já o chamamos de jovem e não mais de filhote.”
No Espírito Santo, há 208 fotos da águia-serrana registradas desde 2011. Assim, em média, há 16 fotos registradas por ano, 1,33 por mês. “No Estado, só se busca a águia em Afonso Cláudio. Nos demais municípios ainda não há o que se chama de ‘permanência’, explica Biasutti.