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Leonel Ximenes

Funcionária é agredida e entra na Justiça para “demitir” empresa no ES

Caso aconteceu  em uma empresa de gestão de condomínios, onde a vítima trabalhava havia cinco anos

Publicado em 29 de Janeiro de 2024 às 03:11

Públicado em 

29 jan 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Carteira de Trabalho e previdência social
Tudo começou quando a funcionária se recusou a assinar uma advertência  Crédito: Fernando Madeira
Uma funcionária de uma empresa de gestão de condomínios, localizada em Vila Velha, que alega ter sofrido agressão física e verbal, entrou na Justiça para ter o direito de “demitir” o local de trabalho por onde atuou durante cinco anos.
A ação, segundo o advogado criminalista e especialista em Segurança Pública Fábio Marçal, foi motivada depois que essa funcionária se recusou a assinar uma advertência. “Este caso aconteceu no início de janeiro. Ela discordou dessa advertência promovida pelo chefe e foi tirar uma foto do documento. Isso despertou a ira do patrão, que quando tentou tirar o celular dela, acabou quebrando o dedo polegar da mão esquerda dela”, relatou.
Segundo o advogado, laudos foram realizados no Departamento Médico-Legal, que atestaram a lesão corporal. “Do modo como aconteceu essa lesão física, sem contar as agressões verbais, ela vai ficar 30 dias afastada e, para piorar, terá de passar por cirurgia. Só com esse procedimento haverá a real noção do caso clínico dela. Ela se formou em Enfermagem e, por conta dessa fratura, não pode nem iniciar em novo trabalho.”
A defesa da funcionária optou por entrar com uma ação trabalhista conhecida como “rescisão indireta”, que funciona como espécie de demissão do patrão por parte do trabalhador. “Nessa situação, comprovadas todas as irregularidades, o funcionário mantém todos os seus direitos”, explica.
Marçal também frisou que foi protocolada uma notícia-crime, para que o suspeito seja processado criminalmente, em função da lesão provocada. O advogado lamentou que, mais uma vez, mulheres tenham de lidar com episódios de agressão.
“É um absurdo que haja preconceito e atitudes violentas contra a mulher. Com certeza, se fosse um funcionário homem, essa violência não teria sido dessa forma. A mulher acaba sendo discriminada de diversas formas. Lamentavelmente, a espiral da agressão se repete de várias maneiras, no trabalho, em relacionamentos. Isso não pode mais acontecer”, afirmou.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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