O frei Djalmo Fück vai deixar o posto de guardião e reitor do Convento da Penha, em Vila Velha. Ele foi transferido para assumir, em fevereiro do ano que vem, a função de vigário paroquial na Paróquia Santo Amaro, na cidade de Santo Amaro da Imperatriz, Arquidiocese de Florianópolis (SC). O novo guardião é o frei Gabriel Dellandrea, que nasceu em Timbó (SC) e tem apenas 30 anos de idade.
Natural de Angelina (SC), frei Djalmo, que ainda ficará à frente do Convento da Penha até janeiro, tem 50 anos de idade. Sua gestão, que começou em janeiro de 2022, foi marcada por dois episódios de grande repercussão e polêmica.
Em fevereiro de 2022, no ano de eleição e um mês depois de ter assumido a função de guardião, ele recebeu o então presidenciável Sérgio Moro no Convento e fez fotos com o ex-juiz federal da Lava-Jato de Curitiba (PR), agora senador pelo Paraná.
A outra polêmica aconteceu em novembro do ano passado, após o guardião divulgar que seria promovida uma festança de réveillon no campinho do Convento da Penha com cobrança de ingressos de até R$ 800, música sob o comando de DJs e até open bar, incluindo bebidas alcoólicas, prática que é proibida nas festas litúrgicas no âmbito da Arquidiocese de Vitória.
Segundo a coluna apurou na época, o anúncio da chamada “rave do Convento” foi muito mal recebido pelo arcebispo dom Dario Campos e pela direção da Província da Imaculada Conceição do Brasil, instância à qual os frades franciscanos do Espírito Santo estão subordinados e que anunciou, nesta quinta-feira (5), a transferência dos religiosos, inclusive de outras fraternidades da secular ordem católica.
Diante da pressão dos seus superiores, não restou outra alternativa ao guardião do santuário que a de vir a público anunciar o cancelamento da festança de passagem do ano-novo. Os motivos alegados, em nota oficial: “demanda muito grande por ingressos" e “instabilidade climática muito comum para o período”.
Realmente. Não havia clima mesmo.