Os assaltantes “Mula Manca” e “Girafa” podem ser considerados os pioneiros nos assaltos a ônibus em
Vitória, nos anos 1950. Edição de 23 de fevereiro de 1952 do periódico extinto “Folha do Povo” destacava a ação dos “meliantes”, que eram “irmãos no sangue e no crime”.
Reportagem dessa edição apresentava também reclamações contra roubos de dinheiro das bolsas coletoras dos cobradores de ônibus. Ao fazer seu trabalho de campo, a polícia desconfiava que os irmãos poderiam estar por trás dos delitos.
Girafa caiu na armadilha da polícia quando andava pela Vila Rubim, região que até hoje registra assaltos a ônibus. O detetive Alipinho, especialista em confissões por “métodos “próprios, “apertou” o gatuno, e o rapaz, após algumas negativas, confessou que Mula Manca, que estava foragido, era na verdade o autor dos delitos.
Mula Manca teve então de lidar com a perseguição de policiais civis e militares. Naquela época, o praça, para servir, tinha de ter no mínimo 17 anos e, no máximo, 28. Além disso, tinha de ser solteiro e não poderia ser arrimo de família.
O perfil atlético do indivíduo era o de ser "forte'' e com no mínimo de 1,60m de altura. Quando começasse a trabalhar, o voluntário começaria ganhando 840 cruzeiro, hoje equivalente a R$ 4.200. A propósito, remuneração melhor que a atual.