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Leonel Ximenes

Jogo do Capixabão tem 13 torcedores e R$ 8 mil de prejuízo

E dos espectadores presentes ao estádio, apenas oito pagaram ingresso - os demais receberam cortesia
Leonel Ximenes

Publicado em 

03 fev 2026 às 03:11

Publicado em 03 de Fevereiro de 2026 às 06:11

Lance do jogo Capixaba (de azul) x Vilavelhense em Cachoeiro
Lance do jogo Capixaba (de azul) x Vilavelhense em Cachoeiro Crédito: Reprodução/TVE Espírito Santo
Qualquer partida de dominó na praça de Eucalipto, em Vitória, atrai mais gente: o jogo Capixaba 2 x 1  Vilavelhense, na última quinta-feira (29/1), pela fase inicial do Capixabão, levou apenas 13 torcedores ao Estádio Sumaré, em Cachoeiro de Itapemirim.
Mesmo assim, desses 13 abnegados, segundo o boletim financeiro da Federação de Futebol, apenas oito espectadores pagaram ingresso - os outros cinco receberam entradas de cortesia para assistir à partida. Outros 2.032 ingressos confeccionados foram devolvidos.
Com tão pouca gente no estádio do Sul do Espírito Santo, o prejuízo financeiro foi grande: sete torcedores pagaram ingresso “cheio”, no valor de R$ 40 cada um, proporcionando uma arrecadação de R$ 280. Um espectador pagou meia-entrada, no valor de R$ 20. Total arrecadado no Sumaré: R$ 300 - a receita bruta do jogo.
O boletim do jogo Capixaba x Vilavelhense publicado pela Federação de Futebol do ES
O boletim do jogo Capixaba x Vilavelhense publicado pela Federação de Futebol do ES Crédito: FES/Reprodução
A receita subiu de escada, a despesa foi de elevador: de acordo com o boletim financeiro da FES, a partida Capixaba x Vilavelhense consumiu R$ 8.445,50, referentes a custos normais de uma partida de futebol profissional, incluindo impostos, seguro, INSS, aluguel de estádio, remuneração de funcionários, transporte e confecção de ingressos, entre outros itens. O saldo negativo do jogo:  R$ 8.155,50.
Talvez tenha contribuído para o público diminuto o fato de os times envolvidos no jogo não serem de Cachoeiro e atuarem longe de suas sedes por não terem estádio próprio.
O Capixaba tem endereço em Vila Velha, mas treina em Alegre por causa de uma parceria com o município. Joga atualmente no Sumaré, mas já inverteu o mando de campo numa partida. O Forte é de Castelo, mas joga em Vargem Alta também em uma parceria com a cidade. E o Vilavelhense faz seus jogos no Sumaré.

O QUE DIZ A FEDERAÇÃO

A assessoria da Federação Capixaba de Futebol explicou que os patrocínios já garantiram a sustentabilidade financeira do Capixabão 2026, competição que não depende da arrecadação da bilheteria de jogos para se viabilizar. Em caso de superávit, informa a FES, o clube mandante do jogo embolsa o lucro, podendo até dividir a receita com o adversário, se houver acerto neste sentido.
O grande patrocinador do campeonato é o governo do Estado, que destinou cerca de R$ 6 milhões à competição, incluindo a transmissão de todos os jogos pela TVE, a emissora oficial.
Mas existe o outro lado do futebol capixaba, que tenta se erguer após amargar anos de decadência no cenário brasileiro. No dia 27 de janeiro, por exemplo, um bom público compareceu ao clássico de maior rivalidade no ES.
O boletim financeiro de Desportiva 1 x 1 Rio Branco, o jogo de maior renda e público no Capixabão 2026 até agora
O boletim financeiro de Desportiva 1 x 1 Rio Branco, o jogo de maior renda e público no Capixabão 2026 até agora Crédito: FES/Reprodução
O confronto Desportiva x Rio Branco (1 a 1), no Engenheiro Araripe, recebeu 4.523 torcedores, que proporcionaram uma renda de R$ 90.800,00. Nesta partida, a receita líquida foi de R$ 64.989.90.
Foi uma (ótima) exceção, mas a coluna torce para que seja regra no futuro do futebol capixaba.
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