Não, não tem dancinha. Mas, mesmo sem o tradicional apelo, o capixaba Guilherme Lellis Badke
está atraindo milhares de pessoas ao seu perfil no TikTok mostrando vídeos do seu trabalho diário de médico neurocirurgião. Alguns vídeos, por sinal, já foram visualizados 6,5 milhões de vezes.
“Tinha uma certa restrição ao TikTok, mais por desconhecimento. Mas fui estimulado a levar para essa nova mídia os conteúdos que já postava no Instagram. Em apenas dois vídeos, atingimos quase 10 milhões de pessoas, levando informação que era desconhecida por muitos, e o principal, esperança também”, explica o médico, de 34 anos.
Formado pela Emescam, com especialização em Neurocirurgia pela Santa Casa de São Paulo e Neurocirurgia Funcional/Dor pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, e com atuação nas áreas de coluna, dor e distúrbios do movimento (marca-passo cerebral), Guilherme Badke atua na
Grande Vitória, mas, graças às redes sociais, seu trabalho tem reverberado onde jamais imaginou.
“ Hoje, recebemos mensagens do Oriente Médio, da América do Sul e da
Europa. De agradecimento e de respeito pelo nosso trabalho”, destaca Guilherme, que tem quase 31 mil seguidores no aplicativo chinês de vídeos curtos.
Apesar de não recorrer às tradicionais dancinhas que são a marca registrada do TikTok, o neurocirurgião diz que não tem restrição a quem utiliza essa estratégia, mas faz uma ressalva: “Não me oponho aos profissionais que usam dancinhas ou conteúdos mais lúdicos, desde que estejam levando conhecimento em prol da saúde das pessoas. São apenas formas diferentes de se comunicar, acho válido”.
Para ele, as redes sociais têm um papel fundamental que é disseminar a informação sem barreiras. “O meu intuito sempre foi levar ao público geral conhecimento sobre tratamento de problemas na coluna, dores crônicas e marca-passo para Doença de Parkinson. Eram conteúdos muito específicos, os quais só tomavam conhecimento alguns profissionais de saúde e pessoas do nosso convívio.”