Junho chegou ao fim com o maior número de
mulheres assassinadas de 2015 a 2020, considerando o mesmo mês analisado. Foram, ao longo dos últimos 30 dias, 10 vítimas. No mesmo período do ano passado, foram três, enquanto em 2018 o número foi de sete. Em 2017 e em 2016 foram registradas quatro ocorrências, cada. E em 2015, um total de seis.
Do total desses 10 homicídios dolosos em junho, três foram
feminicídios, ou seja, quando praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino – decorre, muitas vezes, de circunstâncias e contextos de violência doméstica e familiar.
Apesar das três ocorrências em junho, o semestre teve o menor número de crimes de feminicídio desde que houve o enquadramento desse tipo de assassinato. Foram 12 neste ano, contra 15 em 2019. Em 2018 foram 16 e, em 2017, outros 20. Já em 2016, quando começou a conta dos feminicídios, havia ocorrido, até aquele momento, 14 crimes dessa natureza.
O
Espírito Santo terminou o semestre com 47 mulheres assassinadas, isso dá uma média de um homicídio de pessoa do sexo feminino a cada quatro dias no Estado. A quantidade de vítimas é maior do que no mesmo intervalo de tempo do ano passado, quando 42 foram mortas.