As mulheres que atuam nas forças de segurança pública e que combatem a violência doméstica ganharam uma data comemorativa para celebrar a sua ação. Foi aprovado nesta quarta-feira (14) o projeto de lei, de autoria do deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido), que institui o Dia Estadual da Profissional de Segurança no Combate à Violência contra a
Mulher, a ser comemorado a cada dia 18 de novembro.
A data escolhida tem uma razão, segundo Bahiense. “O dia 18 é uma semana antes do dia 25 de novembro, que é o
Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Em um período específico, no qual se debate tanto esse tipo inaceitável de violência, é preciso falar também de quem defende, seja policial civil, militar, penal e guarda municipal. São mulheres que doam a vida por outras em situação muito vulnerável e que necessitam do amparo de profissionais altamente especializadas.”
Bahiense, que atuou por mais de 30 anos na
Polícia Civil, destaca o exemplo feminino na Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da PC, que tem feito um forte trabalho para inibir possíveis
feminicídios e grandes operações, como a "Marias".
“No último levantamento que fizemos, constatamos a presença de 131 policiais na Divisão, sendo que 78 são do sexo feminino. Isso representa aproximadamente 60% do efetivo do quadro. É importante isso, por justamente haver um atendimento mais digno às mulheres e haver ainda a sensibilidade de ações, dentro de todo um universo maior, para auxiliar a erradicar esse tipo de violência num futuro próximo”, afirmou.
Cláudia Dematté, delegada-chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, apoiou a criação da data especial. “A instituição de um Dia Estadual para homenagear as profissionais de segurança que atuam no combate à Violência Contra a Mulher ressalta a importância da atuação dessas profissionais no árduo e diário enfrentamento a esse tipo de violência, que é inadmissível.”
Para a delegada, o machismo está na raiz da violência de gênero: “Infelizmente, a violência contra a mulher é fruto de um machismo estruturado e estruturante na sociedade, e deve ser combatido com todo rigor. A atuação das profissionais da Segurança é muito importante nesse enfrentamento, sendo árduo, diário, humanizado, comprometido e integrado com todos os órgãos da rede de proteção”.