Apontado como provável candidato nas eleições deste ano, principalmente por causa da visibilidade que conquistou durante a
pandemia de Covid-19, o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, não vai deixar o cargo para disputar mandatos em outubro.
Segundo o secretário, a decisão de não disputar a eleição teve o apoio de um aliado de grande peso político: “Esse assunto chegou a ser tratado por pessoas do âmbito político, mas foi imediatamente descartado por mim e pelo
governador [Casagrande]. Não tenho papel eleitoral como candidato. Não serei candidato a cargo eletivo”, reafirmou.
Nésio Fernandes ressalta que a Covid ainda é uma ameaça à saúde pública, o que o levou a optar por continuar seu trabalho na
Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). “A pandemia não acabou e existe um projeto de saúde pública liderado pelo governador Renato Casagrande. Três grandes áreas estratégicas do governo não irão disputar a eleição: educação, saúde e infraestrutura. Ninguém da Sesa será candidato.”
A coluna quis saber do secretário se ele, futuramente, poderia disputar uma eleição. "Nenhuma expectativa com cargos eletivos no Espírito Santo. Meu perfil é de gestor e no executivo”, ressaltou.
A propósito, ainda sobre o futuro de Nésio Fernandes, um aliado dele no ES diz que o secretário é um nome natural para assumir o comando do Ministério da Saúde, a partir do ano que vem, caso Lula (PT) seja eleito presidente da República. Segundo essa fonte, essa possibilidade é real pelo fato de o secretário estadual da Saúde do ES ter assumido a presidência do Conass, permitindo que ele tenha também visibilidade nacional.
Apesar de fazer parte do PCdoB, Nésio diz que não está militando na política atualmente. E faz uma reflexão filosófica que envolve o ser e o estar: “Lembre que sou do PCdoB e não estou no PCdoB”.
Por fim, o médico e secretário de Saúde explica que seu futuro está mais voltado ao aprimoramento profissional. “Meu foco é fazer mestrado e especializações na área médica e em análise de dados. Sou militante da área de software livre.”
Em resumo: por enquanto, teremos um dirigente comunista sem mandato. Mas que continuará livre. Como o software que defende.