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Leonel Ximenes

Nova praga ataca e ameaça lavouras no ES e na Bahia

"Pseudococcus" se prolifera mais no calor e se coloniza no fruto, no caule, nos ramos e nas folhas

Publicado em 28 de Janeiro de 2024 às 03:11

Públicado em 

28 jan 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Folha do cafeeiro atacada pela cochonilha, do gênero Pseudococcus
Folha do cafeeiro atacada pela cochonilha, do gênero Pseudococcus Crédito: Incaper
O cafeicultor não tem um dia de paz. Agora o tormento é uma nova praga que tem atacado lavouras de café no Norte do Espírito Santo e no Sul da Bahia. A cochonilha, do gênero Pseudococcus, já está na mira do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Para combater a praga, o Incaper vem realizando o acompanhamento das lavouras, com o objetivo de aprimorar as estratégias de manejo que são repassadas para os produtores rurais.
Segundo o instituto, a Pseudococcus fica instalada nas plantas de conilon e coloniza no fruto, no caule, nos ramos e nas folhas. Com o calor acentuado, como ocorre nesta época do ano, as condições ambientais se tornam propícias para que a praga se prolifere com mais facilidade.
O engenheiro agrônomo e extensionista da unidade do Incaper em Rio Bananal, Bruno Pella, chamou a atenção para a presença da nova praga em uma lavoura de café conilon na região de Santa Emília, no município de Rio Bananal.
Segundo ele, em anos anteriores não foram registrados relatos de ocorrências desse tipo de cochonilha e os atuais prejuízos às plantações de café têm deixado produtores preocupados.
O entomologista e pesquisador do Incaper Renan Batista Queiroz explicou que, há alguns anos, as pesquisas apontaram resultados e estratégias de manejo apenas para o combate das pragas cochonilha-da-roseta, do gênero Planococcus, e a cochonilha-da-raiz, do gênero Dysmicoccus.
De acordo com o especialista, o produtor pode diferenciar essa nova espécie da cochonilha-da-roseta, ao observar que, no corpo da nova praga, é possível identificar dois filamentos ao final, semelhantes a duas pequenas antenas.
“Iremos intensificar as nossas pesquisas para que possamos trazer novos resultados e estratégias de controle e de combate a essa cochonilha”, explicou Queiroz.
Os cafeicultores que identificarem a praga em suas propriedades podem acionar os escritórios do Incaper nos municípios para mais orientações e para que seja feito um mapeamento da ocorrência da nova espécie no Estado.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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