O novo superintendente da Polícia Federal no Espírito Santo, Eugênio Ricas, não quer perder tempo.
Um dia após tomar posse no cargo, que ocorreu nesta quarta-feira (4), o novo chefe da PF já começou a avaliar dois imóveis, em Vitória, para que um deles abrigue a força-tarefa que será montada no ES.
A força-tarefa, explica Ricas, pretende colocar num mesmo ambiente, compartilhando informações e atuando conjuntamente e em tempo real, a
Polícia Federal e todas as demais forças de segurança do Estado, incluindo as Polícias Militar e Civil. A principal missão da força-tarefa será a de combater o crime organizado descapitalizando as quadrilhas e apreendendo drogas e armas.
“Trata-se de projeto prioritário da Superintendência. Nossa ideia é gastar o menor tempo possível na identidade do local, eventuais reformas e assinatura dos instrumentos de cooperação com as demais instituições”, informa o chefe da Polícia Federal.
Um dos imóveis, segundo o novo superintendente, já tem até pronto o projeto de reforma: “O diretor de Logística da PF me assegurou recursos para a reforma, equipamentos para investigação e mobiliários”, comemora.
Em seu discurso de posse,
Ricas destacou suas principais metas na Superintendência do ES: “Juntamente ao combate à corrupção e às demais atribuições constitucionais da PF precisamos, também, concentrar forças para deter o avanço das organizações criminosas violentas. Não podemos e não vamos admitir que o crime organizado transforme nossas cidades em zonas de guerra”, afirmou.
A força-tarefa está inserida na concepção do novo chefe da PF no Espírito Santo, que prega a atuação conjunta das forças de segurança no combate ao crime organizado. “Em 2018, tivemos quase 58 mil homicídios no Brasil. Isso representa um onze de setembro e meio a cada mês. Precisamos, também aqui em nosso país, de adotar a cultura do trabalho integrado”, destacou.