Os acidentes de trânsito têm provocado problemas de saúde e de segurança no Espírito Santo. Levantamento realizado pelo especialista em segurança pública e advogado criminalista Fábio Marçal, a partir de dados do
Detran-ES, revelam que de janeiro a setembro os acidentes nas vias públicas do Estado deixaram, em média, 66 vítimas parciais.
As informações catalogadas do Observatório de Trânsito apontam que 18.200 sinistros resultaram em vítimas parciais no período analisado. “Na maioria das situações, felizmente, ou os envolvidos ficam sem ferimentos ou sofrem lesões leves. Mas é preciso se atentar ao que acontece em casos mais graves, que deixam sequelas para o resto da vida e se transforma num grave problema de saúde”, analisou o jurista.
Conforme a análise de dados de Marçal, foi constatado que há uma proporção semelhante entre os casos que acontecem em pleno dia/amanhecer (9.114) e os que ocorrem em plena noite/anoitecer (8.939).
O especialista pontuou que os tipos de sinistros mais comuns são “colisão/abalroamento” (12.357), “capotamento/tombamento” (2.192) e “atropelamento” (1.422). “Tem nos chamado muito a atenção que neste ano os números de mortes por atropelamento cresceram, saindo de 86 para 107. Somente a educação e o respeito às normas vão fazer com que haja mais paz e menor impunidade nas vias”, concluiu.