A presidente da
Findes, Cris Samorini, afirmou que descarta enfaticamente a possibilidade de uma virada de mesa que possibilite sua reeleição ao cargo. Nos bastidores da entidade que representa a indústria capixaba se fala em uma articulação em curso de forma a permitir à atual presidente um novo mandato, o que o estatuto da Federação proíbe.
“Isso é a única coisa que não deixo passar enquanto estiver como presidente”, afirma Cris, que se diz contra a reeleição e acrescentando que desconhece essa articulação interna que poderia beneficiá-la.
A atual presidente vai cumprir quatro anos de mandato. O período de gestão atualmente é de três anos, mas foi estendido por um ano, de forma excepcional.
“Fizemos a extensão do mandato por entender que três anos não foram suficientes para cumprir o plano de gestão, em especial pelo impacto gerado pela pandemia”, explica a dirigente.
Segundo a presidente da Findes, o veto à reeleição é uma decisão que tem o aval da direção da entidade. “[A proibição à reeleição] é um tema que tem tido unanimidade no Conselho de Administração e na Assembleia Geral. Manter o sistema sem reeleição é fundamental pela dinâmica necessária que o presidente precisa ter enquanto representante.”
O que Cris Samorini admite é uma mudança na duração do mandato dos próximos presidentes da Findes, que atualmente é de três anos e pode passar para quatro. “Estamos revendo [os estatutos] para manter a não reeleição, com quatro anos de gestão. Nossa gestão foi a primeira que entrou já nesse modelo de não reeleição e três anos de mandato”, destaca.
A próxima eleição para a Findes está prevista para maio do ano que vem, mas a atual diretoria fica até julho de 2024. Um dos nomes apontados que podem suceder Cris Samorini é o de Paulo Baraona, 1º vice-presidente da Federação e presidente do Sinduscon-ES, o poderoso Sindicato da Indústria da
Construção Civil no ES, mas outros nomes ainda podem surgir.