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Leonel Ximenes

OAB reitera que alertou sobre “retrocesso” em integração de comarcas e vai ao CNJ

Nos próximos dias, seccional da Ordem no ES vai tentar impedir, no Conselho Nacional de Justiça, fusão aprovada pelo TJES

Publicado em 06 de Junho de 2020 às 13:30

Públicado em 

06 jun 2020 às 13:30
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Presidente da seccional capixaba da OAB, José Carlos Rizk
Presidente da seccional capixaba da OAB, José Carlos Rizk Crédito: Rafael Silva
Em dezembro do ano passado, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) enviou ao Tribunal de Justiça do Estado um ofício em que se posicionava contra a integração/extinção de comarcas no Espírito Santo, projeto aprovado pelos desembargadores em 28 de maio.
O documento, assinado pelo presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho, datado de 9 de dezembro de 2019, rebate informações publicadas na coluna deste sábado, de que a integração contava com a concordância da Ordem. Na ocasião, Rizk Filho considerou um “retrocesso” a adoção da medida.
“A OAB-ES vem informar que se manifesta de forma contrária às desinstalações e/ou integrações de comarcas, já que entende que a sua implementação significaria um retrocesso, pois dificultaria o acesso à Justiça, com incalculáveis prejuízos aos jurisdicionados e à rápida administração da Justiça”, expressou a OAB no documento. A posição da Ordem foi enviada ao desembargador Carlos Simões, presidente da comissão para elaboração de estudos sobre a integração no Tribunal.
Um mês depois, em janeiro de 2020, preocupado com o andamento da medida no TJES, Rizk também levou representantes de Subseções da Ordem para uma reunião com o presidente do TJES. O encontro ficou registrado no site e nas redes sociais da Ordem.
Na ocasião, Rizk Filho reiterou a posição contrária à integração ao desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa. Estiveram presentes os presidentes das subseções de Guarapari, Mônica Silva Ferreira Goulart; de Cariacica, Ciloni Fernandes; de Vila Velha, José Antonio Neffa Júnior; e de Itapemirim, Cândido Louzada da Silva.
Após essas manifestações, ao saber que a medida seria votada em sessão virtual sem a participação da Ordem, a entidade enviou ofício ao Tribunal de Justiça requerendo participação com poder de manifestação. A OAB reclama que o pedido foi ignorado pelo Tribunal e que o TJ aprovou a medida sem ouvir a entidade durante a sessão. Contrária à decisão e à forma como foi realizada a votação, a OAB agora está finalizando um recurso a ser apresentado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nos próximos dias.
Na ação, a Ordem vai pedir que o CNJ impeça a fusão de comarcas argumentando que o TJES deveria ser mais transparente e ter encontrado outras formas de redução de despesas que não prejudicassem tanto os jurisdicionados.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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