O debate desta quinta-feira (27) à noite entre os dois candidatos ao governo do Estado que chegaram ao segundo turno é histórico. O confronto entre
Renato Casagrande (PSB) e
Carlos Manato (PL) vai marcar os 40 anos de debates eleitorais promovidos pela TV Gazeta, emissora que fez esse primeiro tipo de transmissão em 1982.
Um evento tão marcante vai merecer um aparato humano e tecnológico à altura da sua importância. A
TV Gazeta mobilizou 50 profissionais para a transmissão que começa às 22h e termina duas horas depois.
O time envolve craques da engenharia, tecnologia, cinegrafista, operação, assistente de estúdio, editores, maquiagem, jornalismo, internet (g1), promoção, eventos, comunicação, designer, tradutor de libras, audiodescrição, serviços gerais e jurídico.
Na tecnologia, serão cinco câmeras no estúdio da TV Gazeta, sendo que uma delas será utilizada pela primeira vez em debates. O equipamento se chama “câmera móvel de mão”, que dispõe de recursos que permitem maior capacidade de locomoção, estabilizador ultrassensível e capacidade de mostrar detalhes mais precisos do evento.
Desta vez, não haverá telões instalados na Rua Chafic Murad, em frente à sede da Rede Gazeta, na Ilha de Monte Belo, em Vitória. O debate poderá ser acompanhado ao vivo, além da TV Gazeta, pelo g1, pelo site de A Gazeta e pela Rádio CBN (só áudio).
No g1, toda a movimentação será acompanhada em tempo real, desde a chegada dos candidatos e seus assessores até o final do confronto.
Pelas regras estabelecidas com as duas campanhas, Casagrande e Manato poderão ser acompanhados por até seis assessores, mas apenas um deles ficará no estúdio da TV Gazeta. Esse assessor, que não poderá ser substituído, terá até um minuto e meio nos intervalos para orientar o seu candidato.
Os demais assessores ficarão em duas salas à disposição dos dois candidatos desde antes do início do confronto. No local, eles terão um monitor de TV e lanche.
Os dois candidatos deverão chegar à sede da Rede Gazeta até 21h15, 45 minutos antes do início do debate que será mediado pelo jornalista Mário Bonella.
Os candidatos terão que administrar o próprio tempo entre perguntas, respostas, réplicas e tréplicas. O tempo poderá ser utilizado e dividido da maneira como cada candidato preferir, mas não poderá ser “guardado” de um bloco para o outro.
No primeiro bloco, por exemplo, cada um dos candidatos terá o tempo de 15 minutos. Se o candidato usar 1 minuto para fazer a primeira pergunta, terá 14 minutos restantes para fazer a tréplica, novos questionamentos ou responder questões feitas pelo adversário.
“Esse debate é muito importante porque marca os 40 anos de transmissão desse tipo de confronto pela TV Gazeta. Além disso, também pela primeira vez na emissora, os dois candidatos terão tempo livre para ser administrado por eles durante o confronto”, diz Bruno Dalvi, editor-chefe da emissora.
Que o debate seja civilizado e que o eleitor e a democracia sejam os vencedores.