Segundo a
Polícia Rodoviária Federal, o balanço final da Operação Tiradentes indicou que não foi registrada nenhuma ocorrência com morte nas rodovias federais do Espírito Santo no período especial de vigilância, que foi realizada de meia-noite do dia 21 até as 23h59 de domingo (24).
Segundo a assessoria da PRF-ES, a vítima saiu com vida do acidente: “Desta forma não configura como acidente fatal”, alega a corporação. Ou seja, o presidente da Afepol morreu em decorrência do acidente, mas seus últimos instantes de vida terminaram após ser socorrido, no hospital, por isso a fatalidade não entrou na estatística da Operação Tiradentes.
Pelo balanço divulgado pela PRF-ES, houve redução do número de acidentes, mortos e feridos. Durante os quatro dias de operação, 3.760 pessoas e 3.226 veículos foram fiscalizados, em todas as rodovias do
Espírito Santo.
No feriado foram registrados 20 acidentes, dos quais apenas dois foram considerados graves. Não houve nenhuma morte - ainda segundo a corporação. Isto aponta para uma redução de 38% no número total de acidentes, 87% do número de acidentes graves, 100% do número de mortos e 54% do número de feridos.
No período, foram realizados também 1.337 testes de alcoolemia, sendo registradas 59 infrações por dirigir sob influência de álcool.
Durante a fiscalização especial, foram feitas 1.522 autuações, dentre as quais 188 por ultrapassagem em local proibido, 265 por falta do uso de cinto de segurança e 33 pela falta de cadeirinha para crianças. Durante a operação, quatro veículos foram recuperados e 19 pessoas foram detidas.
E sem o registro como fatal do acidente que provocou a morte de Paulo Mazzoco, a perigosíssima
BR 262, nas estatísticas oficiais da PRF-ES, se vê livre, pelo menos neste feriadão, de mais uma vez ser o carrasco de uma vida humana. Até quando?