Cerca de 50% dos consumidores de conteúdo audiovisual transmitido por streaming no Brasil pagam por serviços piratas, oferecidos por aplicativos, sites criminosos ou boxes de TV que "roubam" a programação das emissoras e revendem por preços menores do que os da assinatura legal.
Sem a ação da pirataria, o
Brasil arrecadaria R$ 9 bilhões ao ano relativos ao setor de cinema e TV. Além da fraude fiscal, a pirataria de conteúdo audiovisual facilita a ação criminosa em redes de pedofilia, exploração sexual infantil e expõe dados dos consumidores.
A informação é da Motion Picture Association (MPA), entidade que tem entre seus associados Walt Disney, Netflix, LLC, Paramount Pictures, Sony, Universal Studios e Warner Bros.
O prejuízo causado pela pirataria é tão grave que chega a impactar na decisão de investimento da
indústria cinematográfica internacional no Brasil. O setor prevê investir US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) para o próximo ano.
O tema foi discutido em reunião entre representantes das empresas e o deputado federal
Amaro Neto (Republicanos), relator na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados do PL 4292, que regulamenta o streaming no Brasil.
Ainda segundo a MPA, países como o Reino Unido e
Portugal vêm obtendo bons resultados no combate à pirataria por meio de legislação mais rigorosa que permite o bloqueio dos sites criminosos, o que dificulta a ação dos bandidos e faz com que os consumidores passem a buscar plataformas que ofereçam conteúdo de forma legal.