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Leonel Ximenes

Pirataria atinge metade de clientes que pagam por conteúdo de TV

Por causa da atividade criminosa, Brasil deixa de arrecadar  cerca R$ 9 bilhões em impostos ao ano relativos ao setor de cinema e TV

Publicado em 04 de Junho de 2021 às 02:05

Públicado em 

04 jun 2021 às 02:05
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O prejuízo causado pela pirataria é tão grave que chega a impactar na decisão de investimento da indústria cinematográfica internacional no Brasil
O prejuízo causado pela pirataria é tão grave que chega a impactar na decisão de investimento da indústria cinematográfica internacional no Brasil Crédito: Divulgação
Cerca de 50% dos consumidores de conteúdo audiovisual transmitido por streaming no Brasil pagam por serviços piratas, oferecidos por aplicativos, sites criminosos ou boxes de TV que "roubam" a programação das emissoras e revendem por preços menores do que os da assinatura legal.
Sem a ação da pirataria, o Brasil arrecadaria R$ 9 bilhões ao ano relativos ao setor de cinema e TV. Além da fraude fiscal, a pirataria de conteúdo audiovisual facilita a ação criminosa em redes de pedofilia, exploração sexual infantil e expõe dados dos consumidores.
A informação é da Motion Picture Association (MPA), entidade que tem entre seus associados Walt Disney, Netflix, LLC, Paramount Pictures, Sony, Universal Studios e Warner Bros.
O prejuízo causado pela pirataria é tão grave que chega a impactar na decisão de investimento da indústria cinematográfica internacional no Brasil. O setor prevê investir US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) para o próximo ano.
O tema foi discutido em reunião entre representantes das empresas e o deputado federal Amaro Neto (Republicanos), relator na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados do PL 4292, que regulamenta o streaming no Brasil.
Ainda segundo a MPA, países como o Reino Unido e Portugal vêm obtendo bons resultados no combate à pirataria por meio de legislação mais rigorosa que permite o bloqueio dos sites criminosos, o que dificulta a ação dos bandidos e faz com que os consumidores passem a buscar plataformas que ofereçam conteúdo de forma legal.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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